
O governo de Donald Trump anunciou que vai retirar a maior parte dos agentes do Serviço de Imigração e Fronteira dos Estados Unidos (ICE) de Minnesota. A decisão foi confirmada nesta quinta-feira (12/2) por Tom Homan, conhecido como o “czar da fronteira” da gestão republicana.
Segundo Homan, “uma redução significativa já está em andamento esta semana e continuará na próxima semana”. Um pequeno contingente deve permanecer no estado.
A medida ocorre após duas mortes durante operações do ICE neste ano, que provocaram protestos e ampliaram a tensão entre o governo federal e o estado de Minnesota.
A escalada começou ainda em dezembro, quando o governo federal lançou a operação “Metro Surge”, ampliando o número de agentes e ações repressivas no estado.
No dia 7 de janeiro, agentes do ICE mataram a tiros Renee Good, de 37 anos. Em 24 de janeiro, Alex Pretti, também de 37 anos, morreu em outra ação envolvendo o órgão. Os dois episódios foram registrados em vídeo e circularam nas redes sociais, intensificando a repercussão pública.
O governador de Minnesota, Tim Walz, acusou Trump de promover um “show midiático” com as operações migratórias. Já o presidente afirmou que o governo estadual, liderado por democratas, estaria incentivando resistência contra agentes federais.
Após troca de críticas públicas, Trump e Walz conversaram por telefone no fim de janeiro, sinalizando uma tentativa de distensionar o conflito.
Tom Homan afirmou que Trump concordou em encerrar a operação “Metro Surge” e disse que a cooperação com autoridades estaduais contribuiu para reduzir a criminalidade. “Como resultado dos nossos esforços aqui, Minnesota agora é menos um estado santuário para criminosos”, declarou.
A retirada dos agentes marca um recuo estratégico do governo federal diante da pressão política e social gerada pelas operações no estado.