
O governo da Rússia confirmou nesta quinta-feira (12) o bloqueio do WhatsApp no país. A decisão foi anunciada pela agência reguladora de telecomunicações Roskomnadzor e confirmada pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Segundo Peskov, o aplicativo foi banido por “relutância da Meta em cumprir a lei russa”. Ele afirmou que o serviço pode ser restaurado caso a empresa aceite dialogar e adequar suas operações às normas locais.
A Roskomnadzor alegou que o WhatsApp tem sido usado para “organizar e realizar atividades terroristas”, além de recrutar executores e facilitar fraudes e extorsões contra cidadãos russos.
O bloqueio ocorre após meses de tensão entre Moscou e a Meta Platforms, controladora do WhatsApp, Facebook e Instagram.
Em novembro do ano passado, a agência reguladora já havia ameaçado bloquear o aplicativo sob as mesmas acusações. Na ocasião, a Meta negou irregularidades e afirmou que o governo russo tenta “violar os direitos do povo a ter uma comunicação segura”.
Em agosto, o governo russo também restringiu chamadas de áudio e vídeo no WhatsApp e no Telegram, alegando que criminosos utilizavam os recursos para aplicar golpes e envolver cidadãos em “atividades de sabotagem e terrorismo”.
Como resposta às ações do Kremlin, a Meta anunciou em setembro o banimento global de veículos de mídia estatais russos como RT e Rossiya Segodnya, acusando-os de interferência estrangeira.
A medida amplia o cerco do governo russo a plataformas digitais estrangeiras, intensificando o controle sobre o fluxo de informações no país em meio a disputas geopolíticas e acusações mútuas entre Moscou e empresas ocidentais de tecnologia.