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Supremo Tribunal Federal suspeita de gravação clandestina em sessão secreta
Ministros acreditam que reunião reservada sobre o caso Master foi registrada por Dias Toffoli, que negou
13/02/2026 21h03
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

Ministros do Supremo Tribunal Federal avaliam que foram gravados clandestinamente durante a sessão secreta realizada na quinta-feira (12), quando foi definida a saída de Dias Toffoli da relatoria do processo envolvendo o Banco Master.

A suspeita surgiu após reportagem do site Poder360 reproduzir, com precisão literal, falas atribuídas a diversos ministros durante a reunião restrita. O encontro contou apenas com integrantes da Corte, o que levou magistrados a concluírem que o registro teria sido feito por um dos presentes.

Toffoli negou qualquer gravação ou repasse de informações. “Não gravei e não relatei nada para ninguém”, afirmou. O ministro levantou ainda a hipótese de que algum servidor da área de informática pudesse ter realizado o registro.

Falas expõem tensão institucional

A reportagem publicada trouxe declarações atribuídas a diversos ministros, revelando o tom político e institucional da discussão.

Segundo o texto, o ministro Gilmar Mendes teria afirmado que decisões tomadas por Toffoli no caso Master contrariam a Polícia Federal e que o órgão teria buscado “revidar”.

Cármen Lúcia, de acordo com a publicação, alertou para o desgaste da imagem do Supremo, afirmando que “a população está contra o Supremo” e defendendo atenção à institucionalidade.

Já Flávio Dino teria classificado o relatório da Polícia Federal como “lixo jurídico”, enquanto Nunes Marques teria dito que o caso representava “um nada jurídico”.

Apesar das manifestações de apoio registradas na reunião, os ministros decidiram pelo afastamento de Toffoli do processo. Nos bastidores, integrantes da Corte classificam o episódio como sem precedentes e apontam uma quebra de confiança interna.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre eventual apuração formal do caso dentro do STF.