Ministros do Supremo Tribunal Federal avaliam que foram gravados clandestinamente durante a sessão secreta realizada na quinta-feira (12), quando foi definida a saída de Dias Toffoli da relatoria do processo envolvendo o Banco Master.
A suspeita surgiu após reportagem do site Poder360 reproduzir, com precisão literal, falas atribuídas a diversos ministros durante a reunião restrita. O encontro contou apenas com integrantes da Corte, o que levou magistrados a concluírem que o registro teria sido feito por um dos presentes.
Toffoli negou qualquer gravação ou repasse de informações. “Não gravei e não relatei nada para ninguém”, afirmou. O ministro levantou ainda a hipótese de que algum servidor da área de informática pudesse ter realizado o registro.
A reportagem publicada trouxe declarações atribuídas a diversos ministros, revelando o tom político e institucional da discussão.
Segundo o texto, o ministro Gilmar Mendes teria afirmado que decisões tomadas por Toffoli no caso Master contrariam a Polícia Federal e que o órgão teria buscado “revidar”.
Cármen Lúcia, de acordo com a publicação, alertou para o desgaste da imagem do Supremo, afirmando que “a população está contra o Supremo” e defendendo atenção à institucionalidade.
Já Flávio Dino teria classificado o relatório da Polícia Federal como “lixo jurídico”, enquanto Nunes Marques teria dito que o caso representava “um nada jurídico”.
Apesar das manifestações de apoio registradas na reunião, os ministros decidiram pelo afastamento de Toffoli do processo. Nos bastidores, integrantes da Corte classificam o episódio como sem precedentes e apontam uma quebra de confiança interna.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre eventual apuração formal do caso dentro do STF.