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Polícia mira quadrilha que aplicava golpe do bilhete premiado e causou prejuízo de R$ 1 milhão em Goiás
Operação “Falsa Fortuna” cumpriu mandados em quatro estados; vítimas goianas são de Goiânia
13/02/2026 21h07
Por: Lavínia Dornellas

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou nesta quinta-feira (12) a Operação Falsa Fortuna para desarticular uma quadrilha especializada no golpe do bilhete premiado. Apenas em Goiás, o prejuízo causado às vítimas ultrapassa R$ 1 milhão.

As investigações identificaram dois responsáveis diretos pelo esquema e três pessoas que atuavam como “laranjas”, cedendo contas bancárias para movimentação e lavagem do dinheiro obtido de forma ilícita. Segundo a corporação, todas as vítimas goianas identificadas são de Goiânia.

Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão temporária em cidades das regiões Sul e Nordeste do país. Como os nomes dos investigados não foram divulgados, não foi possível localizar a defesa deles.

Grupo tinha base no RS e atuava em todo o país

De acordo com a polícia, a quadrilha tinha sede em Passo Fundo (RS), mas viajava para diferentes estados para aplicar os golpes. Os suspeitos iam até Goiânia com o objetivo específico de escolher as vítimas e executar as fraudes.

O esquema era dividido entre executores, responsáveis por abordar e convencer as vítimas sobre a suposta veracidade do bilhete premiado, e “laranjas”, que emprestavam contas bancárias para o fracionamento e ocultação dos valores.

Uma das principais investigadas, que fazia a abordagem direta das vítimas, foi presa no último dia 5 de fevereiro, em Maceió (AL), quando tentava aplicar o mesmo golpe. O mandado de prisão havia sido expedido pela Justiça de Goiás.

Nesta quinta-feira, outra investigada foi localizada no Sul do país e teve o celular apreendido para perícia. Já o líder do grupo, apontado como coordenador das ações junto com a companheira, não foi encontrado e é considerado foragido.

As buscas ocorreram em Passo Fundo e Cachoeirinha (RS), Camboriú (SC), Almirante Tamandaré e São José dos Pinhais (PR). A operação contou com apoio das polícias civis do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.