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Câmara da Argentina aprova lei que reduz maioridade penal de 16 para 14 anos
Projeto apoiado por Javier Milei ainda precisa passar pelo Senado antes de seguir para sanção presidencial
13/02/2026 21h08 Atualizada há 2 meses
Por: Lavínia Dornellas

A Câmara da Argentina aprovou nesta quinta-feira (12) um projeto de lei que reduz a maioridade penal de 16 para 14 anos. A proposta foi aprovada por 149 votos a 100 e agora segue para análise do Senado, prevista para o dia 26 de fevereiro.

O texto integra uma reforma do Sistema de Justiça Juvenil e contou com apoio de partidos aliados ao presidente Javier Milei. A proposta enfrentou resistência de deputados de esquerda.

Segundo a imprensa argentina, Milei defendia inicialmente a redução para 13 anos. Diante da resistência de aliados, o governo negociou um acordo e fixou a idade mínima em 14 anos.

Em comunicado divulgado pelo Gabinete Presidencial, o presidente comemorou a aprovação.
“Um cidadão de 14 anos que participa de um delito compreende a gravidade de seus atos. Sustentar o contrário é subestimar a sociedade e abandonar as vítimas”, afirmou.

Debate ganhou força após assassinato de adolescente

O debate sobre o novo Regime Penal Juvenil ganhou força após o assassinato de um adolescente na província de Santa Fé, morto por outros menores de idade. O caso gerou comoção nacional e levou o governo a incluir o tema na pauta de sessões extraordinárias, segundo o jornal Clarín.

Durante a tramitação, a oposição questionou o financiamento da nova estrutura prevista no projeto. O governo anunciou a liberação de recursos, mas parlamentares afirmaram que o valor seria insuficiente para custear obras e a implementação do sistema.

De acordo com o governo, adolescentes condenados deverão cumprir pena em unidades separadas de adultos. A prisão em regime fechado ficará restrita a crimes considerados graves, como homicídio.

Caso seja aprovado pelo Senado, o projeto seguirá para sanção presidencial.