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Corretora assassinada: vídeo mostra ataque em subsolo
Gravação recuperada do celular revela emboscada; síndico confessou o crime
19/02/2026 14h42 Atualizada há 3 meses
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

Um vídeo recuperado pela Polícia Civil mostra o momento em que a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, é atacada no subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas, no sul de Goiás. As imagens foram divulgadas nesta quinta-feira (19).

Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025. O corpo foi encontrado mais de 40 dias depois em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros da cidade.

O síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, foi preso e confessou o assassinato. A defesa informou que só irá se manifestar após analisar o relatório final da investigação. O filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também chegou a ser preso por suspeita de ajudar na ocultação de provas, mas a polícia descartou a participação no crime e informou que ele será solto.

Celular ficou 41 dias no esgoto

No dia do desaparecimento, Daiane gravava vídeos mostrando uma queda de energia no prédio. Ela chegou a enviar uma gravação a uma amiga, mas o vídeo que registrou o ataque não foi entregue.

O aparelho foi encontrado no dia 30 de janeiro dentro de uma caixa de esgoto do condomínio, onde permaneceu por 41 dias. Segundo a polícia, o próprio síndico indicou o local após ser preso.

As imagens mostram Daiane saindo do elevador e caminhando até o quadro de luz. De acordo com os investigadores, Cléber aparece aguardando a vítima com luvas nas mãos e a caminhonete posicionada estrategicamente, o que indica premeditação.

A perícia concluiu que Daiane foi morta com dois tiros na cabeça, provavelmente fora do prédio, já que disparos no subsolo seriam ouvidos na recepção. A arma usada foi uma pistola .380 semiautomática.

Histórico de conflitos

Segundo a Polícia Civil, Daiane e o síndico tinham um histórico de desentendimentos relacionados à administração de seis apartamentos da família da vítima. Antes, a gestão era feita por Cléber.

Há pelo menos 12 processos judiciais envolvendo os dois. O síndico já havia sido denunciado por perseguição contra a corretora, acusado de usar câmeras do condomínio para vigiá-la e criar constrangimentos.

A Polícia Civil afirma que a recuperação do vídeo foi fundamental para comprovar que o crime foi planejado e executado mediante emboscada.