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MP e TJ de Goiás mantêm pagamentos acima do teto
Verbas indenizatórias continuam mesmo após liminar do STF
20/02/2026 16h18
Por: Lavínia Dornellas Fonte: O Popular
Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) seguem pagando verbas indenizatórias que ultrapassam o teto constitucional, apesar de decisões do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinando a “suspensão imediata” desses pagamentos.

O teto do funcionalismo corresponde ao subsídio dos ministros do STF, atualmente em R$ 46.366,19.

O que dizem MP e TJ

Em resposta a questionamentos da jornalista Cileide Alves, o MP-GO afirmou apenas que “os valores pagos observam os limites e as normas vigentes”, sem detalhar quais dispositivos embasam os pagamentos.

Já o TJ-GO informou que iniciou análise técnica para reavaliar o fundamento legal das verbas, dentro do prazo de 60 dias estabelecido por Dino. O tribunal argumenta que os pagamentos têm base na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) e em normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O que determina o STF

Na liminar de 5 de fevereiro, Flávio Dino estabeleceu que apenas verbas indenizatórias expressamente previstas em lei formal podem ficar fora do teto. Ele destacou que atos administrativos, portarias ou resoluções não têm força de lei para autorizar pagamentos acima do limite constitucional.

Nesta sexta-feira (19), o ministro ampliou o alcance da decisão, proibindo:

Dino argumentou que não há “direito adquirido a regime jurídico inconstitucional” e citou a necessidade de preservar a moralidade administrativa e o equilíbrio fiscal.

Dados sobre os pagamentos

Reportagens apontam que, em 2025:

As instituições afirmam que aguardam análise definitiva do STF. O caso ainda será apreciado pelo plenário da Corte.