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Senado investiga caso Master em três frentes sem CPI própria
Mesmo sem CPI própria, comissões avançam sobre fraudes e relações institucionais
23/02/2026 14h36
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

Apesar de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sinalizar que não pretende instalar uma CPI específica para investigar o Banco Master, senadores articulam apurações paralelas em pelo menos três frentes.

O dono do banco, Daniel Vorcaro, era esperado para depor na CPI mista do INSS e na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), mas desistiu de comparecer. A decisão ocorreu após o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, não autorizar o uso de jato particular e afirmar que ele não era obrigado a comparecer.

Três frentes de apuração

O caso é tratado atualmente por:

A CPI do Crime Organizado pretende votar requerimentos para convocar Vorcaro, seu ex-sócio Augusto Lima e pessoas ligadas a ministros do STF.

Tensão institucional

Ministro André Mendonça/ Foto: Reprodução

 

A investigação ganhou novo capítulo após Mendonça restringir o compartilhamento de dados do inquérito apenas aos delegados formalmente designados, proibindo o repasse de informações à cúpula da Polícia Federal, inclusive ao diretor-geral Andrei Rodrigues.

A medida foi interpretada como tentativa de blindar a investigação contra vazamentos.

Fachin arquiva pedido contra Toffoli

Presidente do STF, Edson Fachin/ Foto: Reprodução

 

Paralelamente, o presidente do STF, Edson Fachin, arquivou ação que pedia a suspeição do ministro Dias Toffoli no caso.

Toffoli deixou a relatoria do processo após desgaste institucional, mas não foi declarado suspeito e pode participar de julgamentos relacionados ao tema.

Enquanto Alcolumbre resiste à instalação de uma CPI exclusiva, senadores mantêm pressão política e jurídica para aprofundar as apurações em ano eleitoral, ampliando o alcance das investigações no Congresso.