A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta terça-feira (24) que o país oferece “todas as garantias” de segurança para a realização da Copa do Mundo da FIFA 2026, mesmo após a recente onda de violência desencadeada pela morte do líder do Cartel Jalisco Nova Geração.
Os confrontos ocorreram principalmente no estado de Jalisco, onde fica Guadalajara — uma das cidades-sede do torneio. Após a operação que resultou na morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, foram registrados bloqueios de rodovias, incêndios de veículos e tiroteios.
Questionada sobre possíveis riscos para turistas e torcedores, Sheinbaum foi categórica: “Nenhum risco”. Segundo ela, a situação está sendo normalizada pelas forças de segurança.
Guadalajara será palco de quatro partidas do Mundial. Além da capital do estado, Cidade do México e Monterrey também receberão jogos. O México sediará 13 das 104 partidas previstas no torneio, que começa em 11 de junho de 2026.
De acordo com a presidente, as ações violentas foram coordenadas por integrantes do cartel após a morte do líder do grupo no domingo (22). Novas barricadas ainda surgiram durante a noite, mas, segundo o governo, o controle está sendo retomado.
Sheinbaum afirmou que a estratégia de segurança segue a linha de seu antecessor, Andrés Manuel López Obrador, que defendia o combate às causas sociais da violência sob o lema “abraços, não balas”.
“A detenção de um suspeito com mandado pode gerar reações, mas buscamos a paz, não a guerra”, declarou.
Casos anteriores mostram que prisões de lideranças de cartéis costumam provocar represálias temporárias, com confrontos e atos de intimidação em regiões específicas do país.
O governo mexicano tenta transmitir estabilidade às vésperas do maior evento esportivo do mundo, que deve atrair milhares de visitantes internacionais e colocar o país sob atenção global.