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Presidente do Louvre renuncia após roubo milionário
Laurence des Cars deixa comando do Museu do Louvre meses depois de invasão que levou joias históricas da monarquia francesa.
25/02/2026 15h03
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

A presidente do Museu do Louvre, Laurence des Cars, renunciou ao cargo nesta terça-feira (24). O pedido foi aceito pelo presidente da França, Emmanuel Macron, que afirmou ser necessário dar “novo impulso” à instituição.

A saída ocorre cerca de quatro meses após um roubo milionário de joias históricas dentro do museu, além de outras controvérsias recentes, como vazamentos de água, greves de funcionários e investigação sobre fraude na venda de ingressos.

Roubo em outubro

O crime aconteceu em outubro de 2025 e teve repercussão internacional. Criminosos estacionaram um caminhão ao lado do museu, usaram uma escada para acessar o primeiro andar e quebraram uma janela que não era blindada. Em cerca de sete minutos, arrombaram vitrines de alta segurança na Galeria de Apolo e fugiram de moto.

Foram levadas oito peças da coleção real de pedras preciosas e diamantes da coroa francesa. Uma nona joia, a coroa da imperatriz Eugênia — esposa de Napoleão III — foi retirada, mas encontrada danificada na rua. A peça possui 1.354 diamantes e 56 esmeraldas.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, afirmou que as joias têm “valor inestimável” e indicou que houve planejamento prévio da ação.

Esquema de fraudes

Em fevereiro, nove pessoas foram detidas sob suspeita de integrar um esquema de fraude na venda de ingressos do Louvre e do Palácio de Versalhes. O prejuízo estimado supera 10 milhões de euros ao longo de dez anos.

Entre os investigados estão dois funcionários do museu e guias turísticos. O Ministério Público de Paris apura a possível atuação de uma rede organizada.

Perfil da diretora

Laurence des Cars, de 54 anos, foi a primeira mulher a dirigir o Louvre. Historiadora de arte especializada no século XIX e início do XX, ela havia comandado o Museu de Orsay antes de assumir o cargo em 2021.

Durante sua gestão, destacou-se por ampliar debates sobre diversidade, temas sociais e estratégias para atrair o público jovem. A Presidência francesa afirmou que a renúncia foi um “ato de responsabilidade” diante da necessidade de reforçar segurança e modernização, incluindo o projeto “Louvre – Novo Renascimento”.

O Louvre é o museu mais visitado do mundo e abriga mais de 33 mil obras, incluindo a “Mona Lisa”, de Leonardo da Vinci.