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Brasil passa a usar novo caça sueco para proteger Brasília
Aeronaves supersônicas ficam na Base Aérea de Anápolis e substituem F-5 e passam a proteger o espaço aéreo da capital
25/02/2026 16h22
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

A Força Aérea Brasileira passou a utilizar oficialmente, nesta terça-feira (24), os caças F-39 Gripen na defesa aérea da capital federal. Pela primeira vez, a aeronave entrou em alerta operacional para proteger o espaço aéreo de Brasília.

O modelo substitui os antigos F-5 e passa a ser o principal equipamento de prontidão na Base Aérea de Anápolis, em Goiás.

Alta tecnologia e resposta rápida

O F-39 Gripen pode alcançar até 2.400 km/h, cerca de duas vezes a velocidade do som, e percorre os 150 quilômetros até Brasília em aproximadamente cinco minutos. A autonomia chega a duas horas e meia de voo, com possibilidade de reabastecimento em pleno ar.

Segundo o tenente-coronel André Navarro, comandante da Base Aérea de Anápolis, a aeronave está pronta para decolar sempre que acionada, reforçando a missão de garantir a soberania do espaço aéreo nacional.

O caça é equipado com mísseis, canhão e sistemas avançados de defesa e pode ser empregado em missões de interceptação, reconhecimento e ataque.

Parceria com a Suécia

O projeto é resultado de parceria com a empresa sueca Saab, com transferência de tecnologia para empresas brasileiras como a Embraer.

O contrato foi assinado em 2014, após anos de discussões iniciadas ainda na década de 1990. Ao todo, o acordo prevê a entrega de 36 aeronaves até 2032, ao custo aproximado de US$ 4 bilhões. Parte dos caças está sendo montada no Brasil.

Até agora, dez unidades já chegaram à Base Aérea de Anápolis, consolidando a modernização da frota da FAB e ampliando a capacidade operacional do país na defesa aérea.