A Justiça de Goiás aceitou a denúncia do Ministério Público do Estado de Goiás contra Cleber Rosa de Oliveira, síndico do Condomínio Amethist Tower, em Caldas Novas, pelo assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza.
Com a decisão, ele passa à condição de réu por homicídio triplamente qualificado — por motivo torpe, meio cruel e emboscada — além de ocultação de cadáver. A prisão temporária foi convertida em preventiva.
Segundo o processo, o crime ocorreu em 17 de dezembro. Cleber teria desligado o disjuntor geral do apartamento da vítima, no subsolo do prédio, para forçá-la a descer e religar a energia.
Desconfiada, Daiane desceu gravando vídeos e enviando as imagens a uma amiga. Em um terceiro vídeo, recuperado pela polícia, a vítima registrou o momento em que o síndico a seguiu com luvas pretas e a picape posicionada para o transporte do corpo. O ataque também foi parcialmente gravado.
Conforme a investigação, ela foi dominada, baleada com dois tiros e teve o corpo descartado em uma vala na rodovia GO-213, a cerca de 15 quilômetros do condomínio, no sentido de Ipameri.
O corpo da corretora foi encontrado após 43 dias de desaparecimento. A polícia localizou o celular da vítima em uma caixa de gordura do prédio e conseguiu recuperar o conteúdo do terceiro vídeo, considerado peça central da acusação.
Com o recebimento da denúncia, o processo deixa de tramitar em segredo de Justiça.
O filho de Cleber, que chegou a ser preso no curso das investigações, foi solto. Até o momento, a defesa do réu não se manifestou publicamente.