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Trump diz que “grande onda” de ataques ao Irã ainda está por vir
Presidente dos EUA afirma que ofensiva contra o regime iraniano deve se intensificar e durar menos de um mês; conflito já deixou mortos em países do Golfo
02/03/2026 18h54
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2/3) que a “grande onda” de ataques contra o Irã “ainda está por vir”.

“Ainda nem começamos a atacá-los com força. A grande onda ainda não chegou”, declarou em entrevista à CNN.

Segundo Trump, o Exército norte-americano está “dando uma surra” no Irã e a operação deve durar menos de um mês. “Sempre achei que seriam quatro semanas. Estamos um pouco adiantados em relação ao cronograma”, disse.

Escalada após morte de Khamenei

A nova fase do conflito começou no sábado (28/2), quando forças dos Estados Unidos e de Israel lançaram o maior ataque já registrado contra o território iraniano. A ofensiva resultou na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

Trump afirmou que dezenas de integrantes da cúpula iraniana estavam reunidos no momento do bombardeio e que o alvo incluiu possíveis sucessores de Khamenei.

“Eles acharam que eram indetectáveis, mas não eram”, declarou.

Retaliação atinge oito países

Em resposta, o Irã lançou ataques contra países aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio. Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Jordânia e Omã registraram explosões desde o início da escalada.

Ao menos cinco pessoas morreram fora do Irã — três nos Emirados Árabes Unidos, uma no Kuwait e uma no Bahrein.

Trump disse ter se surpreendido com a intensidade da retaliação iraniana, mas garantiu que os EUA “vão resolver a situação”.

Negociações descartadas

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, afirmou que o país não negocia com Washington. “Não negociaremos com os Estados Unidos”, escreveu na rede X.

Trump, por sua vez, disse que tentou chegar a um acordo com Teerã, mas sem sucesso. Ele também mencionou operações anteriores contra o regime iraniano, como a morte do general Qasem Soleimani, em 2020, e a chamada Operação Martelo da Meia-Noite, que teria atingido instalações nucleares iranianas.

O presidente americano afirmou que o Irã estava “a um mês de ter uma arma nuclear”, justificando a ofensiva como parte de uma estratégia de longo prazo contra o regime.