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Segundo acusado de estupro coletivo se entrega no Rio de Janeiro
João Gabriel Xavier Bertho se apresentou nesta terça-feira (3), horas após a prisão de Matheus Veríssimo; outros dois réus seguem foragidos e novas denúncias foram registradas
03/03/2026 15h23 Atualizada há 1 mês
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

Dois dos quatro adultos acusados de estuprar coletivamente uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio, se entregaram à polícia nesta terça-feira (3). A informação mais recente é a apresentação de João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, na 10ª DP (Botafogo), horas após a prisão de Matheus Veríssimo Zoel Martins, também de 19 anos.

Matheus foi localizado em Santa Teresa e conduzido à 12ª DP (Copacabana), onde o caso é investigado. Ambos são réus por estupro qualificado, com agravante por concurso de pessoas e pelo fato de a vítima ser menor de idade.

Outros dois investigados — Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18, e Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 — permanecem foragidos.

Novas denúncias ampliam investigação

Também nesta terça-feira (3), uma nova jovem procurou a 12ª DP e afirmou ter sido vítima de estupro por um dos integrantes do grupo. Na segunda-feira (2), outra adolescente relatou ter sido abusada por ao menos dois dos réus em 2023, quando tinha 14 anos.

A Polícia Civil apura os novos relatos e busca apreender os celulares dos investigados, considerados peças-chave na investigação.

Caso virou réu e habeas corpus foram negados

Na sexta-feira (27), a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou os cinco envolvidos réus — quatro maiores e um adolescente. Os adultos tiveram habeas corpus negados pelo desembargador Luiz Noronha Dantas, da 6ª Câmara Criminal.

O decreto de prisão preventiva foi expedido cerca de 20 dias após o pedido inicial da polícia.

Dinâmica do crime

Segundo o inquérito, o crime ocorreu em 31 de janeiro. A vítima foi atraída ao apartamento pelo ex-namorado, também de 17 anos. Já no local, outros jovens entraram no quarto e, conforme o relato, impediram sua saída e praticaram violência sexual com agressões físicas.

O exame de corpo de delito confirmou lesões compatíveis com violência real.

A investigação classifica o caso como “emboscada planejada”. O adolescente responderá por ato infracional na Vara da Infância e da Juventude.

A defesa de João Gabriel nega as acusações e sustenta que houve consentimento. O processo corre sob segredo.