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Servidor do INSS é agredido por policial em Goiânia
Homem armado acompanhava os pais em atendimento; vítima, de 73 anos, passou por exame de corpo de delito
03/03/2026 16h39
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Um servidor de 73 anos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi agredido por um policial civil dentro de uma agência em Goiânia, na manhã desta segunda-feira (2). O caso ocorreu na unidade Goiânia Oeste e foi registrado na Polícia Federal.

Imagens das câmeras de segurança mostram o momento em que o policial, que acompanhava os pais em um atendimento, derruba o servidor no chão e desfere socos e chutes. A agressão só é interrompida após a intervenção de uma mulher e do pai do suspeito.

Confusão durante atendimento

De acordo com relatos, o policial se exaltou enquanto a mãe era atendida por outro servidor. Ele teria filmado funcionários, exigido a presença da chefia e exibido a arma que portava na cintura.

Quando um servidor se levantou para chamar o gerente, o policial avançou e iniciou as agressões. Em outro momento, ele apareceu na recepção com a arma em punho, elevando a tensão no local. Seguranças da agência foram acionados.

Investigação e afastamento

O servidor agredido passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. O INSS informou que registrou ocorrência na Polícia Federal.

O policial investigado foi identificado como Hudson Alves de Souza, integrante de um grupo especializado da Polícia Civil de Goiás. Segundo a corporação, ele estava de licença por motivo de luto e não estava em serviço no momento dos fatos.

A Polícia Civil informou que o caso está sendo apurado pela Polícia Judiciária e pela Corregedoria. O agente foi encaminhado para atendimento médico, medicado e afastado das funções operacionais por 15 dias.

Sindicato cobra segurança

O Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência de Goiás e Tocantins manifestou repúdio à agressão e afirmou que a redução no número de vigilantes nas agências tem aumentado a vulnerabilidade dos servidores.

O caso segue sob investigação nas esferas criminal e administrativa.