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Trump diz que quer influenciar escolha do líder do Irã
Presidente dos EUA descarta sucessão do filho de Ali Khamenei e fala em participação na escolha do novo líder iraniano enquanto guerra com Israel e Irã se intensifica
05/03/2026 18h16
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (5) que quer estar envolvido na escolha do próximo líder do Irã após a morte do aiatolá Ali Khamenei.

Em entrevista ao site Axios, Trump disse que não aceitaria a sucessão do filho de Khamenei, Mojtaba Khamenei.

“O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã”, afirmou o presidente norte-americano.

Trump também disse que um líder que mantenha a mesma linha política do atual regime poderia levar os Estados Unidos a retomar uma guerra contra o Irã em poucos anos.

As declarações acontecem em meio à escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irã.

O conflito começou no sábado (28), quando forças americanas e israelenses iniciaram uma série de bombardeios contra instalações militares e nucleares iranianas.

Segundo autoridades norte-americanas, mais de dois mil alvos já foram atingidos, incluindo lançadores de mísseis, drones, navios da marinha iraniana e estruturas militares.

Vídeo da Casa Branca gera polêmica

Em meio à guerra, uma publicação do perfil oficial da Casa Branca nas redes sociais também chamou atenção.

O governo divulgou uma montagem inspirada no videogame Call of Duty, com imagens reais de bombardeios contra o Irã.

No vídeo, cada ataque aparece acompanhado de uma pontuação na tela, como “+100”, semelhante à contagem de pontos por eliminações no jogo.

A publicação, que ultrapassou dezenas de milhões de visualizações na rede X, gerou críticas e debates sobre o uso de conteúdos de guerra com estética de videogame em contas oficiais do governo.

Retaliação e risco de escalada

Após os ataques, o governo iraniano prometeu retaliação contra Estados Unidos e Israel.

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que responder aos bombardeios é um “direito e dever legítimo” do país.

Trump, por sua vez, advertiu que qualquer nova ofensiva poderá provocar uma resposta militar ainda mais intensa dos Estados Unidos, ampliando o risco de escalada no conflito no Oriente Médio.