Política Política
Toffoli se declara suspeito em pedido de CPI do Master
Ministro do STF alegou motivo de foro íntimo para não analisar ação que cobra instalação de CPI na Câmara dos Deputados
11/03/2026 18h12
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar uma ação que pede ao Supremo Tribunal Federal que determine a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master.

Em despacho publicado nesta quarta-feira (11), o magistrado afirmou que decidiu se afastar do caso por motivo de foro íntimo.

“Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo”, escreveu o ministro.

O parlamentar pede que o Supremo obrigue a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar supostas fraudes envolvendo o Banco Master.

Segundo Rollemberg, o requerimento da CPI já tem 201 assinaturas de deputados, número superior ao mínimo exigido.

Mesmo assim, o presidente da Câmara, Hugo Motta, teria recusado a instalação imediata da comissão.

Motta argumenta que o pedido precisa respeitar a fila de CPIs já apresentadas na Casa.

Caso envolve relação com o BRB

A CPI pretende investigar possíveis irregularidades na relação entre o Banco Master e o BRB.

Rollemberg afirma que a demora para instalar a comissão impede o Congresso de cumprir seu papel de fiscalização.

“O presidente da Câmara está a impedir que o Parlamento desempenhe um de seus mais relevantes misteres, que é investigar e fiscalizar a atuação de entes públicos e privados”, argumentou o deputado.

Relação de Toffoli com o caso

O nome de Dias Toffoli já havia sido citado nas discussões sobre o caso Master.

O ministro deixou anteriormente a relatoria das investigações após revelar que é sócio de uma empresa que vendeu parte do resort Tayayá, no Paraná, a fundos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Um relatório da Polícia Federal também mencionou o ministro em análises de dados do celular de Vorcaro.

Apesar disso, o STF já havia decidido que não existia impedimento automático para que Toffoli atuasse em processos relacionados ao caso.

A investigação envolvendo o banco segue em andamento no Supremo.

O novo relator do caso é o ministro André Mendonça, que autorizou recentemente a terceira fase da Operação Compliance Zero.

A operação levou à nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por suspeitas de fraudes financeiras.

Na sexta-feira (13), a Segunda Turma do STF deverá começar a analisar se mantém ou não as decisões tomadas por Mendonça no processo.