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Justiça mantém prisão de síndico que confessou matar corretora em Goiás
Acusado continuará preso para garantir a ordem pública e evitar interferência nas investigações; audiência do caso foi marcada para maio
13/03/2026 17h02
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

A Justiça decidiu manter a prisão preventiva do síndico Cléber Rosa de Oliveira, investigado pela morte da corretora de imóveis Daiane Alves Sousa.

A decisão foi tomada pela 1ª Vara Criminal de Caldas Novas, durante a revisão obrigatória da prisão.

Segundo o despacho judicial, não surgiram fatos novos que justifiquem a soltura do acusado, e permanecem indícios de autoria e materialidade do crime.

De acordo com a investigação, Cléber Rosa de Oliveira responde pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

A decisão judicial aponta indícios de que o síndico teria desligado propositalmente a energia elétrica do apartamento da vítima para atraí-la ao subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas. Segundo o processo, ele teria aguardado a vítima encapuzado no local e efetuado dois disparos na cabeça.

Suspeita de interferência nas provas

Outro ponto citado na decisão é o risco de interferência nas investigações.

Segundo o documento, o acusado teria enviado áudios a funcionários do condomínio orientando como deveriam relatar os fatos, o que poderia indicar tentativa de direcionar versões.

Também foram identificadas lacunas nas imagens do sistema de videomonitoramento do prédio, com a entrega inicial de gravações apenas parciais.

Como síndico do condomínio, Cléber tinha acesso ao sistema de câmeras e contato com o técnico responsável pela extração das imagens.

A Justiça também mencionou que malas com roupas foram encontradas no momento da prisão, o que poderia indicar possível tentativa de fuga.

A corretora Daiane Alves Sousa, de 43 anos, desapareceu em 17 de dezembro de 2025 após descer ao subsolo do prédio para verificar uma queda de energia.

Mais de 40 dias depois, o síndico foi preso pela Polícia Civil de Goiás.

Segundo a polícia, ele confessou o crime e indicou o local onde havia escondido o corpo da vítima, em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas.

Durante as investigações, os policiais também recuperaram um vídeo gravado pela própria vítima no momento do ataque.

O celular de Daiane foi encontrado dentro de uma tubulação de esgoto do prédio, onde permaneceu por 41 dias.

De acordo com a polícia, as imagens mostram o momento em que a corretora chega ao subsolo e é surpreendida pelo síndico, que aparece usando luvas e aguardando a vítima, o que reforça a suspeita de premeditação.

Cléber Rosa de Oliveira está preso desde 28 de janeiro de 2026.

A audiência de instrução do processo foi marcada para maio, quando deverão ser ouvidas testemunhas e analisadas novas provas do caso.