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Cão comunitário é queimado após mulher jogar líquido quente nele
Animal sofreu queimaduras graves em quase metade do corpo; caso é investigado como maus-tratos pela Polícia Civil
16/03/2026 18h03
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

Um cachorro comunitário conhecido como Johnny sofreu queimaduras graves após uma mulher jogar um líquido sobre ele no Setor Castelo Branco, em Goiânia. O caso aconteceu no dia 5 de março, mas as imagens de uma câmera de segurança que registraram o momento da agressão foram divulgadas nesta semana. A Polícia Civil investiga o caso como suspeita de maus-tratos contra animal.

Nas imagens registradas por uma câmera de segurança, o cachorro aparece deitado na calçada de uma casa quando é atingido por um líquido jogado por uma mulher. Logo após o contato, o animal sai correndo visivelmente assustado.

Moradores da região afirmam que o cachorro foi atingido com óleo quente. Já a mulher citada no caso negou a agressão e disse à TV Anhanguera que estava apenas lavando a calçada e que teria jogado uma mistura de água sanitária com água.

Johnny foi socorrido por moradores da região, que passaram a cuidar dos ferimentos. Segundo relatos, o animal voltou com parte do corpo queimado e com o pelo grudado na pele.

De acordo com o empresário Wander Rodrigues Borges, a secretária de sua mãe ouviu o cachorro uivando de dor logo após o ocorrido. Dias depois, o animal foi encontrado novamente na região com as queimaduras aparentes.

Uma moradora da vizinhança, Cláudia Oliveira, ajudou a limpar as feridas do cachorro. Ela relatou que havia óleo sobre a pele do animal quando ele retornou ao local.

Perícia confirma queimaduras graves

A técnica em veterinária Estefânia Mota Alves, que acompanha o caso, explicou que Johnny ainda precisa de cuidados médicos. Segundo ela, o animal apresenta febre e pode precisar de internação para evitar que a infecção se espalhe pelo organismo.

O caso foi denunciado à Polícia Civil no dia 12 de março. Após a denúncia, a corporação solicitou uma perícia no animal.

De acordo com a delegada Simelli Lemes, do Grupo de Proteção Animal, o laudo confirmou que o cachorro sofreu queimaduras térmicas de terceiro grau em quase 50% do corpo.

Com a confirmação do exame pericial, a Polícia Civil agora deve ouvir as pessoas envolvidas no caso para avançar na investigação.

A delegada também lembrou que maus-tratos contra cães e gatos é crime, com pena que pode chegar a cinco anos de prisão, além de multa.

Denúncias de crimes contra animais podem ser feitas à Polícia Civil pelo WhatsApp do 197, pela delegacia virtual ou presencialmente nas unidades policiais.