
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (17) que o país não precisa da ajuda de aliados para seguir na guerra contra o Irã. A declaração ocorre após países da Otan, a aliança militar do Ocidente, e parceiros estratégicos recusarem o pedido americano para atuar no Estreito de Ormuz, área crucial para o transporte global de petróleo.
Trump criticou a decisão de países europeus e asiáticos de não participarem da operação militar e classificou a recusa como um “erro tolo”.
O pedido envolvia o envio de navios militares para patrulhar o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Entre os países que recusaram estão Alemanha, Itália e Grécia. Já o Reino Unido ainda avalia a situação.
Apesar da tensão, a Casa Branca informou que petroleiros começaram a voltar a circular na região, ainda que de forma limitada.
Do lado iraniano, o governo sinalizou uma abertura parcial do estreito, permitindo a passagem de embarcações de alguns países — mas mantendo restrições aos Estados Unidos e seus aliados.
O chanceler iraniano também descartou negociações diretas com Washington neste momento.
A escalada do conflito também começa a gerar impactos dentro do próprio governo americano.
No mesmo dia, o chefe do Centro Nacional de Contraterrorismo, Joe Kent, anunciou sua renúncia ao cargo, citando discordância com a guerra. Ele afirmou que o Irã não representava uma ameaça iminente, contrariando a principal justificativa apresentada pela Casa Branca para os ataques.
A saída expõe uma fissura interna no governo e reforça críticas à condução do conflito.
Enquanto Trump endurece o discurso externo e minimiza a ausência de aliados, a renúncia de um alto funcionário evidencia que a guerra também enfrenta resistência dentro dos Estados Unidos.
O cenário combina isolamento internacional crescente com questionamentos internos, ampliando a pressão sobre a estratégia americana no Oriente Médio.
Com aliados reticentes, tensão no Estreito de Ormuz e divergências dentro do próprio governo, o conflito com o Irã entra em uma fase mais delicada — tanto no campo diplomático quanto político.