
A população do Irã foi às ruas nesta terça-feira (17) em manifestações convocadas pelo governo “em defesa do país”, no 18º dia da guerra contra Estados Unidos e Israel. Os atos ocorreram horas após Israel afirmar ter matado duas autoridades de alto escalão do regime iraniano.
A mobilização foi organizada por canais oficiais e divulgada pelo Telegram, com convocação para atos em diversas cidades do país. Em Teerã, os protestos começaram no fim da tarde, no horário local.
A convocação orientava a população a demonstrar apoio ao regime e rejeição aos ataques atribuídos a Estados Unidos e Israel.
As manifestações ocorrem após Israel afirmar ter eliminado duas figuras importantes do governo iraniano:
Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança
Gholamreza Soleimani, comandante das forças Basij, uma milícia voluntária paramilitar do Irã
O Irã não confirmou a morte de Larijani, mas a morte de Soleimani foi reconhecida pelas forças Basij, ligadas à Guarda Revolucionária.
Escalada militar e clima de tensão
O país tem sido alvo de bombardeios frequentes nos últimos dias, com ataques atingindo áreas de Teerã e outras cidades. Na última semana, uma explosão próxima a uma manifestação deixou ao menos uma vítima.
Mesmo diante do cenário de guerra, os protestos desta terça indicam tentativa do governo de demonstrar apoio interno e manter mobilização popular.
As manifestações acontecem em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, com os Estados Unidos intensificando operações militares e aliados demonstrando resistência em se envolver diretamente.
Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, publicou uma mensagem desejando feliz Nowruz — o Ano Novo Persa — à população iraniana, em um gesto simbólico em meio à tensão.
Os protestos reforçam o momento crítico vivido pelo Irã, que enfrenta ataques externos, pressão internacional e agora aposta na mobilização interna para sustentar o regime em meio à guerra.