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Venezuela troca ministro da Defesa após saída de Maduro
Delcy Rodríguez demite Vladimir Padrino e nomeia novo chefe das Forças Armadas
19/03/2026 17h16
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, demitiu nesta quarta-feira (18) o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, que ocupava o cargo desde 2014 e era um dos principais nomes do governo de Nicolás Maduro. A mudança ocorre em meio à reorganização do poder após a captura de Maduro por forças dos Estados Unidos, em janeiro deste ano.

Padrino era considerado peça-chave dentro das Forças Armadas e um dos pilares do chavismo. Em comunicado, Delcy agradeceu pela atuação do militar ao longo dos últimos anos e afirmou que ele deverá assumir “novas responsabilidades”, sem detalhar quais seriam.

Para o lugar, foi nomeado Gustavo González López, que já ocupava funções estratégicas no governo e vinha atuando diretamente na área de segurança e inteligência. Ele também já foi chefe da Guarda Presidencial e da contrainteligência militar.

Mudança ocorre em meio a pressões internas e externas

A substituição acontece em um cenário de forte instabilidade política e pressão internacional. Padrino é alvo de acusações de tráfico de drogas pelos Estados Unidos, que oferecem recompensa por sua captura, além de sanções econômicas impostas por países como Canadá e membros da União Europeia.

Mesmo após a saída de Maduro, as Forças Armadas continuam sendo um dos principais sustentáculos do regime. O setor militar mantém influência direta sobre áreas estratégicas da economia, como petróleo, mineração, distribuição de alimentos e controle de fronteiras.

Gustavo González López, o novo ministro, também já foi alvo de sanções internacionais por acusações de violações de direitos humanos e corrupção. Ele ganhou espaço no governo nos últimos anos e passou a ocupar funções-chave ligadas à segurança do Estado.

Reorganização militar e cenário indefinido

A troca no comando da Defesa é vista como parte de um processo de reorganização interna para manter a estabilidade das Forças Armadas, consideradas essenciais para a sustentação do poder no país.

Apesar das mudanças, organismos internacionais apontam que a estrutura de controle estatal permanece ativa. A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou recentemente que o aparato de repressão na Venezuela segue operando, mesmo após a intervenção externa.

O movimento indica que, mesmo com mudanças no alto comando, o cenário político e militar venezuelano ainda é marcado por incertezas e disputas de poder.