
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a subir o tom contra a Otan nesta sexta-feira (20) ao chamar a aliança militar de “tigre de papel” e acusar os países membros de covardia diante da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que a Otan “não quis se juntar à luta para impedir um Irã nuclear” e criticou a ausência de apoio para reabrir o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de petróleo.
A declaração amplia a crise diplomática entre os Estados Unidos e seus aliados, em um momento de forte instabilidade no Oriente Médio e pressão sobre os preços da energia.
Apesar das críticas, não há registro de que os Estados Unidos tenham consultado formalmente os países da Otan antes dos ataques ao Irã, o que também contribui para o distanciamento entre os aliados.
O presidente americano chegou a dizer, em momentos diferentes, que não precisava da ajuda da Otan, mas voltou a cobrar apoio diante da dificuldade de reabrir o Estreito de Ormuz — atualmente afetado por ações militares iranianas.
A escalada do conflito já impacta diretamente o mercado internacional. Ataques recentes a instalações de gás e petróleo no Oriente Médio provocaram disparada nos preços e instabilidade no fornecimento global.
O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, segue praticamente fechado, agravando a crise energética.
A tensão também se intensificou após ataques e contra-ataques entre Israel e Irã atingirem estruturas estratégicas na região, incluindo um dos maiores campos de gás natural do mundo e instalações no Catar.
A guerra na Ucrânia já havia ampliado essas divergências, com o presidente defendendo que o conflito deveria ser tratado principalmente pelos europeus.
Agora, com a guerra envolvendo o Irã, o desgaste se aprofunda e levanta dúvidas sobre a coordenação internacional em meio a uma das maiores crises geopolíticas recentes.
As declarações de Trump evidenciam um cenário de fragmentação entre aliados históricos, em um momento em que a cooperação internacional é considerada essencial para conter os impactos econômicos e militares da crise global.