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PM agride estudantes dentro de escola no Rio de Janeiro
Policial militar deu tapas e socos em alunos durante protesto em colégio estadual no Largo do Machado; agente foi afastado após vídeo viralizar
25/03/2026 14h51
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

Um policial militar agrediu estudantes dentro de um colégio estadual na manhã desta quarta-feira (25), na Escola Estadual Senor Abravanel, no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Parte da ação foi registrada em vídeo e divulgada nas redes sociais. Após a repercussão das imagens, o agente foi afastado do serviço nas ruas.

O episódio ocorreu durante um protesto de movimentos estudantis dentro da escola. Nas imagens que circularam na internet, o policial aparece discutindo com um dos estudantes e, em seguida, agredindo jovens com tapas e socos.

Segundo informações apuradas no local, o agente é subtenente do Batalhão de Choque e estava atuando no programa Segurança Presente Laranjeiras.

Nas imagens, o policial discute com Herbella sobre a apreensão de um celular. Durante a discussão, Marissol Lopes, de 20 anos, presidente da Ames Rio, tenta intervir e pede para que o agente não encoste nela.

Em seguida, o policial dá dois tapas no rosto da estudante, rasgando sua camisa. Outro estudante, Theo Oliveira, de 18 anos, diretor da Ames Rio, tenta ajudar e acaba levando um soco no rosto, sendo derrubado no chão. O vídeo termina com novas agressões contra Marissol.

Os três estudantes foram detidos após o episódio.

Motivo do protesto

Segundo a Ames Rio, os movimentos estudantis foram convocados pelo grêmio da escola para apoiar um abaixo-assinado pedindo o afastamento de um professor acusado de assédio sexual contra uma aluna.

De acordo com a entidade, os representantes foram autorizados pela Secretaria Estadual de Educação a entrar na escola, mas teriam sido impedidos pela direção da unidade, que acionou a polícia.

A associação afirma que, após as agressões dentro da escola, a confusão continuou do lado de fora com uso de spray de pimenta e cassetetes.

A direção do colégio informou que um professor denunciou outro docente por um suposto caso de assédio sexual contra uma estudante. A escola abriu investigação interna e deve ouvir a aluna e seus responsáveis antes de qualquer decisão sobre afastamento.

Polícia Militar abre investigação

Em nota, a Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que determinou a abertura imediata de procedimento na Corregedoria-Geral para apurar a conduta do agente.

O policial foi identificado e será encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM). A corporação também informou que ele foi afastado preventivamente do serviço nas ruas.

“A Polícia Militar reitera seu compromisso institucional de atuar em defesa da sociedade e de sempre apurar com a atenção e transparência necessárias a conduta de seus policiais em serviço”, afirmou a corporação.

Secretaria de Educação se manifesta

A Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro afirmou que lamenta o ocorrido e declarou que não compactua com qualquer forma de violência no ambiente escolar.

Segundo a pasta, a direção da escola acionou a Polícia Militar de forma preventiva, com o objetivo de garantir a segurança durante o protesto.

A secretaria informou ainda que prestará apoio aos estudantes envolvidos e às suas famílias e reforçou o compromisso com um ambiente escolar seguro e respeitoso.