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Irã rejeita plano de paz dos EUA e apresenta contraproposta

Teerã afirma que Trump não vai definir fim da guerra e impõe cinco condições para encerrar o conflito

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
25/03/2026 às 16h24
Irã rejeita plano de paz dos EUA e apresenta contraproposta
Foto: Reprodução

O governo do Irã rejeitou nesta quarta-feira (25) a proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos para encerrar a guerra no Oriente Médio. Segundo a emissora estatal iraniana Press TV, Teerã classificou o plano como “excessivo e desconectado da realidade” e apresentou uma contraproposta com condições próprias para o fim do conflito.

Autoridades iranianas afirmaram ainda que o presidente dos EUA, Donald Trump, não será quem determinará o término da guerra.

“O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas”, declarou o governo iraniano, segundo a Press TV.

As condições do Irã

De acordo com a emissora estatal, o governo iraniano estabeleceu cinco exigências principais para aceitar um acordo de paz.

Entre elas estão:

  • Interrupção total da agressão e dos ataques militares por parte do que o Irã chama de “inimigo”;
  • Criação de mecanismos concretos que garantam que o conflito não será retomado no futuro;
  • Pagamento de reparações e compensações pelos danos causados durante a guerra;
  • Encerramento completo das hostilidades em todas as frentes, incluindo grupos aliados do Irã na região;
  • Reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

As autoridades iranianas afirmaram ainda que essas exigências se somam a outras demandas apresentadas anteriormente durante negociações realizadas em Genebra, pouco antes dos ataques atribuídos a EUA e Israel contra alvos iranianos.

O que previa o plano dos EUA

O plano norte-americano para encerrar o conflito teria 15 pontos, segundo informações divulgadas por agências internacionais e pelo jornal The New York Times.

Entre as propostas estariam:

  • compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares;
  • limitação no número e no alcance de mísseis balísticos;
  • desativação de usinas de enriquecimento de urânio em Natanz, Isfahan e Fordow;
  • fim do financiamento a grupos aliados do Irã na região, como Hamas e Hezbollah;
  • criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz, garantindo navegação internacional.

Em troca, os Estados Unidos discutiam alívio de sanções econômicas, cooperação nuclear civil e medidas para reduzir tensões na região.

  • O Estreito de Ormuz, citado nas propostas dos dois lados, é considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. Cerca de um quinto do petróleo global transportado por navios passa pela região.

Por isso, qualquer disputa envolvendo a área pode ter impacto direto no preço do petróleo e na economia global, incluindo reflexos no custo de combustíveis e alimentos em diversos países.

Com a rejeição do plano norte-americano e a apresentação de novas exigências por parte de Teerã, as negociações para encerrar o conflito entram em uma fase de maior incerteza diplomática.

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