A campanha nacional de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28) em todo o país, em meio ao aumento de casos de doenças respiratórias. Segundo o Ministério da Saúde, já foram distribuídas mais de 15 milhões de doses para os estados e municípios.
Dados preliminares indicam que o Brasil já registrou mais de 14 mil casos de síndrome respiratória aguda grave neste ano. Entre os principais vírus associados às formas mais graves está o da influenza, responsável pelos quadros de gripe.
A vacinação anual é considerada a principal forma de reduzir internações, complicações e mortes relacionadas à doença, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
A influenza é uma infecção respiratória causada por vírus da família Orthomyxoviridae, principalmente dos tipos A e B, que são os que mais provocam doença em humanos.
Na prática, trata-se da gripe, que é diferente do resfriado comum. Enquanto o resfriado costuma causar sintomas leves, a gripe pode provocar febre alta, dores no corpo, cansaço intenso e queda no estado geral.
Segundo especialistas, nos primeiros dias os sintomas podem parecer semelhantes, mas a evolução do quadro costuma indicar a diferença entre as duas doenças.
Em alguns casos, a gripe pode evoluir para quadros mais graves, especialmente em pessoas vulneráveis.
Sinais de alerta incluem:
Nessas situações, é importante procurar atendimento médico. A doença pode evoluir para pneumonia, causada pelo próprio vírus ou por infecções bacterianas associadas.
No Sistema Único de Saúde, a vacinação é voltada prioritariamente para grupos com maior risco de complicações. Entre eles estão:
A prioridade desses grupos ocorre porque eles apresentam maior risco de hospitalização e morte em caso de infecção.
Especialistas explicam que a vacina contra gripe precisa ser tomada todos os anos por dois motivos principais.
O primeiro é que o vírus da influenza sofre mutações frequentes, o que exige a atualização da fórmula da vacina para proteger contra as variantes que circulam a cada temporada.
O segundo é que a proteção da vacina diminui ao longo do tempo, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas.
Por isso, a vacina não provoca gripe, mas estimula o corpo a produzir anticorpos para se proteger contra a doença.
Mesmo vacinada, uma pessoa ainda pode se infectar, mas a imunização reduz significativamente o risco de formas graves, hospitalizações e mortes.
Pessoas que não fazem parte dos grupos prioritários podem receber a vacina na rede privada.
Em alguns casos, doses remanescentes da campanha pública podem ser liberadas para toda a população ao final da campanha, dependendo da disponibilidade.
A orientação é não adiar a imunização, já que a proteção leva alguns dias para se formar no organismo e ajuda a reduzir o risco de infecção durante o período mais crítico do ano.