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EUA não descartam enviar tropas terrestres para guerra no Irã

Secretário de Defesa afirma que Washington não pretende revelar se haverá envio de tropas ao território iraniano

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
31/03/2026 às 16h46
EUA não descartam enviar tropas terrestres para guerra no Irã
Foto: Reprodução

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (31) que o governo americano pretende manter uma postura imprevisível sobre a possibilidade de envio de tropas para operações terrestres no Irã.

Segundo ele, revelar antecipadamente os limites da ação militar poderia enfraquecer a estratégia americana no conflito.

“Não se pode lutar e vencer uma guerra se você disser ao seu adversário o que está disposto a fazer ou o que não está disposto a fazer – incluindo o envio de tropas para o solo”, afirmou Hegseth.

O secretário acrescentou que o Irã deve considerar várias possibilidades de ação militar por parte dos Estados Unidos.

“Nosso adversário acredita que existem 15 maneiras diferentes de atacá-lo com tropas em solo. E sabe de uma coisa? Existem mesmo”, declarou.

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, também afirmou que o país possui uma ampla gama de opções militares.

  • Segundo ele, o envio de tropas para a região não significa necessariamente uma operação terrestre, mas faz parte de uma estratégia mais ampla de pressão militar e diplomática.

“Há uma infinidade de fatores a considerar. O Irã precisa analisar cuidadosamente a situação também do ponto de vista diplomático”, disse.

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã começou em 28 de fevereiro, após um ataque coordenado contra alvos militares em Teerã, capital iraniana.

Segundo Washington, a ofensiva destruiu instalações militares, sistemas de defesa aérea e outras estruturas estratégicas do regime iraniano.

Diversas autoridades do alto escalão do governo iraniano também teriam sido mortas na operação.

Em resposta, o Irã realizou ataques contra interesses americanos e israelenses em diversos países do Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.

Desde o início do conflito, mais de 1.750 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos.

De acordo com a Casa Branca, 13 militares americanos também morreram em ataques ligados ao conflito.

Guerra se estende ao Líbano

A tensão também se expandiu para o Líbano, após ataques do Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, contra Israel.

As ações teriam sido uma retaliação à morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei. Desde então, Israel intensificou bombardeios contra alvos ligados ao Hezbollah no território libanês.

Centenas de pessoas já morreram no país desde o início das ofensivas.

Novo líder supremo no Irã

Após a morte de grande parte da liderança iraniana durante o conflito, um conselho político do país escolheu um novo líder supremo, substituindo Khamenei.

A decisão provocou reação do ex-presidente americano Donald Trump, que criticou o nome escolhido e afirmou que a indicação seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

Analistas internacionais avaliam que a escolha pode influenciar diretamente os próximos desdobramentos da guerra e as negociações diplomáticas na região.

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