O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (31) que o governo americano pretende manter uma postura imprevisível sobre a possibilidade de envio de tropas para operações terrestres no Irã.
Segundo ele, revelar antecipadamente os limites da ação militar poderia enfraquecer a estratégia americana no conflito.
“Não se pode lutar e vencer uma guerra se você disser ao seu adversário o que está disposto a fazer ou o que não está disposto a fazer – incluindo o envio de tropas para o solo”, afirmou Hegseth.
O secretário acrescentou que o Irã deve considerar várias possibilidades de ação militar por parte dos Estados Unidos.
“Nosso adversário acredita que existem 15 maneiras diferentes de atacá-lo com tropas em solo. E sabe de uma coisa? Existem mesmo”, declarou.
O chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, também afirmou que o país possui uma ampla gama de opções militares.
“Há uma infinidade de fatores a considerar. O Irã precisa analisar cuidadosamente a situação também do ponto de vista diplomático”, disse.
A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã começou em 28 de fevereiro, após um ataque coordenado contra alvos militares em Teerã, capital iraniana.
Segundo Washington, a ofensiva destruiu instalações militares, sistemas de defesa aérea e outras estruturas estratégicas do regime iraniano.
Diversas autoridades do alto escalão do governo iraniano também teriam sido mortas na operação.
Em resposta, o Irã realizou ataques contra interesses americanos e israelenses em diversos países do Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.
Desde o início do conflito, mais de 1.750 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos.
De acordo com a Casa Branca, 13 militares americanos também morreram em ataques ligados ao conflito.
A tensão também se expandiu para o Líbano, após ataques do Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, contra Israel.
As ações teriam sido uma retaliação à morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei. Desde então, Israel intensificou bombardeios contra alvos ligados ao Hezbollah no território libanês.
Centenas de pessoas já morreram no país desde o início das ofensivas.
Após a morte de grande parte da liderança iraniana durante o conflito, um conselho político do país escolheu um novo líder supremo, substituindo Khamenei.
A decisão provocou reação do ex-presidente americano Donald Trump, que criticou o nome escolhido e afirmou que a indicação seria “inaceitável” para a liderança do Irã.
Analistas internacionais avaliam que a escolha pode influenciar diretamente os próximos desdobramentos da guerra e as negociações diplomáticas na região.