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China e Paquistão apresentam plano para cessar-fogo no Irã

Proposta de cinco pontos foi apresentada em reunião em Pequim e inclui trégua imediata, negociações de paz e segurança no Estreito de Ormuz

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
31/03/2026 às 17h29
China e Paquistão apresentam plano para cessar-fogo no Irã
Foto: Reprodução

China e Paquistão anunciaram nesta terça-feira (31/3) um plano conjunto de cinco pontos para tentar estabelecer um cessar-fogo na guerra no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos, Israel e Irã.

A proposta foi apresentada após uma reunião em Pequim entre os ministros das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e do Paquistão, Ishaq Dar. O objetivo do plano é interromper as hostilidades, evitar a expansão do conflito e criar condições para negociações diplomáticas.

O documento apresentado pelos dois países propõe cinco medidas principais para reduzir a escalada militar na região.

Entre elas está a cessação imediata das hostilidades por todas as partes envolvidas, além da permissão para que ajuda humanitária chegue às áreas afetadas pela guerra.

O plano também defende o início de conversações de paz o mais rápido possível, respeitando a soberania, a integridade territorial e a segurança do Irã e dos países do Golfo.

Outro ponto destacado é a proteção de civis e o cumprimento do Direito Internacional Humanitário, com exigência de que todas as partes respeitem as normas internacionais em conflitos armados.

A proposta ainda inclui a garantia da segurança das rotas marítimas, especialmente no Estreito de Ormuz, uma das principais passagens do petróleo mundial, fundamental para o comércio internacional.

Por fim, o plano defende o fortalecimento do multilateralismo baseado nos princípios da Carta das Nações Unidas como caminho para resolver o conflito.

Paquistão tenta mediar negociações

O Paquistão tem atuado como intermediário diplomático entre os Estados Unidos e o Irã desde o início da guerra, que começou em 28 de fevereiro.

Foi por meio do governo paquistanês que Washington enviou a Teerã um plano de 15 pontos para encerrar o conflito, proposta que acabou rejeitada pelas autoridades iranianas.

China tenta evitar escalada militar

A China, que é considerada rival geopolítica dos Estados Unidos, tem evitado se envolver diretamente na guerra. Mesmo assim, o país acompanha de perto a situação por causa de interesses estratégicos na região.

Pequim depende fortemente do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz, rota marítima essencial para o abastecimento energético global.

Desde o início da guerra, o canal permanece fechado para parte da navegação internacional. Ainda assim, o Irã autorizou recentemente a passagem de 20 navios petroleiros do Paquistão pelo estreito.

Segundo o governo chinês, três embarcações da China também receberam autorização para atravessar a rota, em meio às tensões militares na região.

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