
O Instituto Verbena, da Universidade Federal de Goiás (UFG), suspendeu o concurso público da Câmara Municipal de Goiânia após a identificação de um possível indício de fraude envolvendo um dos candidatos aprovados. A suspeita surgiu depois que foi constatado que o candidato classificado em primeiro lugar teria vínculo profissional com a banca examinadora responsável pela prova.
Antes da suspensão do certame, o presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo (Avante), encaminhou uma denúncia anônima ao Ministério Público de Goiás (MPGO) solicitando apuração do caso.
O ofício foi elaborado com base em análise da Comissão Permanente de Concurso Público e Estágio Probatório, que apontou possíveis irregularidades e recomendou investigação por parte do instituto responsável pela organização do concurso.
O cargo para o qual ele foi aprovado prevê salário de aproximadamente R$ 10 mil.
Documentos indicam que Luã ocupava o cargo de assistente de administração na Universidade Federal de Goiás, estando lotado no próprio Instituto Verbena, responsável pela organização do concurso.
Em janeiro de 2025, o servidor solicitou afastamento e foi cedido à Defensoria Pública da União (DPU). Apesar disso, segundo informações levantadas, ele continuava trabalhando e recebendo do instituto.
Uma reportagem divulgada pela assessoria da própria UFG aponta ainda que o candidato atua no instituto e chegou a representá-lo em um evento realizado em Campina Grande, no dia 10 de março.
O concurso público da Câmara de Goiânia foi realizado no dia 15 de março e contou com a participação de mais de 30 mil candidatos.
O certame oferecia 62 vagas para cargos de níveis médio e superior, com salários que ultrapassam R$ 10 mil.
De acordo com o cronograma divulgado anteriormente, as provas práticas para cargos técnicos estavam previstas para ocorrer nesta quinta-feira (2/4).
Com a suspensão do concurso, a expectativa é que as autoridades responsáveis investiguem as denúncias e definam os próximos passos do processo seletivo.