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Perícia confirma chumbinho em comida que matou menina em Alto Horizonte
Criança de 9 anos morreu após jantar em casa; padrasto foi preso e polícia investiga motivação do crime
02/04/2026 16h05
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Goiás confirmou que a comida consumida por uma família em Alto Horizonte, no norte do estado, estava contaminada com chumbinho, veneno conhecido por causar intoxicação grave. A substância foi apontada como responsável pela morte da menina Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, e pela internação do irmão dela, de 8 anos, que sobreviveu após receber atendimento médico.

O caso aconteceu na noite de sexta-feira (27). Segundo a investigação, as crianças passaram mal depois de ingerirem uma refeição preparada em casa. Weslenny morreu poucas horas depois. Já o irmão apresentou sintomas semelhantes, mas foi socorrido a tempo e segue em recuperação.

O padrasto das crianças foi preso preventivamente na quarta-feira (1º) e é apontado pela polícia como a pessoa responsável por preparar o alimento ingerido pelas vítimas.

A análise pericial confirmou que o material encontrado no alimento era chumbinho, substância ilegalmente utilizada como veneno.

“Nessa panela foi identificado alguns grânulos negros com aspecto bastante semelhante ao veneno popularmente conhecido como chumbinho, o que foi confirmado posteriormente por laudo pericial”, explicou o delegado.

Gatos mortos reforçaram suspeita

Outro elemento que reforçou a conclusão da investigação foi a morte de quatro gatos encontrados na casa da família.

Segundo a polícia, os animais também foram vítimas de intoxicação provocada pelo mesmo veneno identificado na comida.

“Os animais morreram intoxicados pelo mesmo produto identificado na comida”, afirmou o delegado Domênico Rocha.

Durante o primeiro depoimento à polícia, o padrasto das crianças confirmou que foi o responsável por preparar o jantar consumido pela família.

Em um segundo momento, no entanto, ele optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório.

Com base nos elementos reunidos até agora, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do suspeito, que foi autorizada pela Justiça.

Investigação continua

A investigação agora entra em uma nova fase e busca esclarecer a motivação do crime.

Os investigadores também tentam determinar se o envenenamento foi intencional ou acidental, além de verificar a possível participação de outras pessoas.

Celulares, registros de câmeras de segurança e outros elementos seguem sendo analisados pela polícia. Novos depoimentos também devem ser colhidos nos próximos dias.