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Cachorro queimado em Goiânia recebe alta e ganha novo lar
Johnny foi atacado com líquido quente em março e agora continuará tratamento em casa após melhora clínica
06/04/2026 17h44
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O cachorro comunitário Johnny, que foi queimado com líquido quente no Setor Castelo Branco, em Goiânia, recebeu alta da clínica veterinária onde estava internado e foi adotado. O animal agora seguirá o tratamento em casa após apresentar melhora no quadro de saúde.

De acordo com a clínica responsável pelo atendimento, os ferimentos provocados pelas queimaduras cicatrizaram e o cachorro continuará sendo acompanhado durante o processo de recuperação.

Em publicação nas redes sociais, a clínica informou que exames recentes mostraram grande melhora no quadro de anemia imunomediada do animal.

Segundo o médico veterinário responsável pelo acompanhamento, a recuperação da pele também evoluiu bem.

“O aspecto da pele está perfeito e já estão nascendo pelos na região que foi queimada”, explicou o profissional em vídeo divulgado pela clínica.

Apesar da alta, Johnny continuará sob acompanhamento veterinário, agora em um novo lar.

Caso gerou comoção nas redes sociais

Nos comentários da publicação que anunciou a recuperação do cachorro, internautas comemoraram o desfecho do caso.

“Muita gente torceu pela recuperação dele. Que felicidade ver o final dessa história”, escreveu uma seguidora.

Johnny vivia como cachorro comunitário, cuidado por moradores da região, e o caso gerou grande repercussão após a divulgação das imagens da agressão.

Suspeita foi indiciada por maus-tratos

O caso ocorreu no dia 5 de março, quando o cachorro foi atingido por um líquido quente.

A moradora Cassilda Ferreira de Almeida, suspeita da agressão, afirmou em entrevista à TV Anhanguera que estava limpando o local e teria jogado água misturada com água sanitária no animal.

No entanto, segundo a delegada Simelli Lemes, responsável pela investigação, as imagens indicam que a mulher se agacha e joga o líquido diretamente no cachorro, o que aponta para uma ação intencional.

A Polícia Civil indiciou a suspeita por maus-tratos a animais no dia 26, crime que pode resultar em pena de 2 a 5 anos de prisão, além de multa.

A reportagem não localizou a defesa da investigada.