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Líbano defende cessar-fogo para avançar em negociações com Israel
Proposta inclui mediação dos Estados Unidos e ocorre após ordem para retirada de armas de grupos armados em Beirute
09/04/2026 15h12
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O governo do Líbano defendeu nas últimas 24 horas a criação de um cessar-fogo temporário com Israel para abrir caminho para negociações mais amplas entre os dois países.

A informação foi confirmada por uma autoridade libanesa à Reuters. Segundo a fonte, a proposta seria uma via separada de negociação, mas inspirada no modelo de trégua intermediado pelo Paquistão entre Estados Unidos e Irã.

Ainda não há definição sobre data ou local das conversas, mas autoridades libanesas indicam que a participação dos Estados Unidos seria essencial como mediador e garantidor do acordo.

Israel anuncia intenção de iniciar negociações

A proposta de cessar-fogo surge após o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu anunciar que ordenou o início de negociações diretas com o Líbano.

Em comunicado, Netanyahu afirmou que o governo israelense pretende avançar rapidamente no diálogo.

“Em vista dos repetidos pedidos do Líbano para iniciar negociações diretas com Israel, ontem instruí o gabinete a iniciar negociações diretas com o Líbano o mais breve possível”, declarou.

Segundo o premiê, as conversas devem abordar dois pontos centrais:

Governo libanês ordena retirada de armas de Beirute

A movimentação diplomática ocorre após uma decisão do primeiro-ministro libanês Nawaf Salam.

Nesta quinta-feira (9), Salam ordenou que as forças de segurança retirem armas pertencentes a grupos armados da capital Beirute, em uma medida considerada direcionada ao Hezbollah.

O Hezbollah é um grupo político e militar apoiado pelo Irã e tem sido apontado por Israel como um dos principais fatores de instabilidade na região.

Analistas avaliam que a retirada de armamentos da capital pode ser interpretada como um gesto de boa vontade para facilitar as negociações diplomáticas, em meio à escalada recente de ataques e tensões no Oriente Médio.