
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) acionou, na manhã desta quinta-feira (9), um protocolo de pré-crise após uma falha elétrica no controle de tráfego aéreo provocar atrasos e cancelamentos de voos nos principais aeroportos do estado de São Paulo.
O problema levou à suspensão temporária das operações aéreas e afetou aeroportos estratégicos como Aeroporto de Congonhas, Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, Aeroporto Internacional de Viracopos e Campo de Marte.
Segundo a agência, o objetivo da medida é monitorar os impactos da ocorrência, levantando o número de voos afetados, rotas impactadas e passageiros prejudicados.
De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), a interrupção das operações ocorreu entre 9h30 e 10h06, devido a um problema técnico no sistema de controle de tráfego aéreo da região de São Paulo.
O sistema é operado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), cuja torre de controle está localizada na área do aeroporto de Congonhas.
Durante a pane, todos os voos foram temporariamente suspensos no estado. Algumas aeronaves que estavam prontas para decolar chegaram a ser esvaziadas enquanto o problema era resolvido.
Segundo a FAB, as aeronaves foram posteriormente sequenciadas de forma segura, seguindo os protocolos internacionais de segurança de voo.

Apesar da retomada das operações, o sistema aéreo ainda enfrenta reflexos da pane.
No aeroporto de Viracopos, em Campinas, foram registrados 10 atrasos em voos de chegada e 19 em partidas, além de três cancelamentos de pousos e sete decolagens canceladas.
Já em Congonhas, a concessionária Aena informou que os voos ficaram suspensos entre 8h58 e 10h09, período ligeiramente diferente do informado pela FAB.
O aeroporto de Guarulhos também teve pousos e decolagens interrompidos momentaneamente, segundo a concessionária GRU Airport.
A Anac informou que acompanha a situação ao longo do dia para avaliar possíveis impactos em cascata na malha aérea nacional.
Novas medidas poderão ser adotadas caso o cenário evolua ou surjam novos reflexos operacionais nos aeroportos brasileiros.