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Trump bloqueia Ormuz e ameaça navios do Irã
Presidente dos EUA endurece ação militar e promete eliminar barcos iranianos que se aproximarem da região
13/04/2026 16h00
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou o bloqueio naval no Estreito de Ormuz e ameaçou eliminar embarcações iranianas que se aproximarem da região. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (13), em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

Segundo Trump, navios de “ataque rápido” do Irã serão destruídos caso avancem contra o bloqueio imposto pelas forças americanas. A ordem também inclui a abordagem de embarcações que tenham pago pedágio ao governo iraniano para atravessar a rota.

O objetivo agora é pressionar economicamente o Irã. O bloqueio busca impedir que o país continue lucrando com a exportação de petróleo — principal fonte de receita do regime.

Segundo Trump, a intenção é estabelecer uma regra clara: ou o fluxo é liberado para todos, ou ninguém atravessa o estreito.

Analistas apontam que a medida segue uma lógica de estrangulamento financeiro, semelhante à adotada anteriormente contra a Venezuela, forçando Teerã a negociar um acordo nos termos americanos.

Com a nova ordem:

Além disso, os EUA passaram a atuar diretamente na região com presença militar reforçada, elevando o risco de confrontos.

O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo, o que torna qualquer interrupção um fator crítico para a economia global.

Com o bloqueio:

Especialistas alertam que a medida pode ter efeito duplo: ao mesmo tempo em que reduz a receita do Irã, também pressiona os preços internacionais e afeta consumidores em diversos países.

Risco de escalada e reação internacional

A decisão também eleva a tensão militar na região. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que qualquer tentativa de aproximação será tratada como violação do cessar-fogo.

O governo iraniano classificou o bloqueio como ilegal e equivalente a um ato de pirataria.

Além disso, países dependentes do petróleo do Golfo, como a China, podem ser diretamente impactados e pressionados a intervir diplomaticamente.

O bloqueio ocorre em meio a um cessar-fogo considerado frágil entre Estados Unidos e Irã. Analistas avaliam que a medida pode tanto acelerar negociações quanto provocar uma nova escalada do conflito.

O desfecho dependerá da resposta iraniana e da reação da comunidade internacional diante da interrupção de uma das principais rotas energéticas do planeta.