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Dono da ‘Choquei’ recebeu R$ 270 mil de MC Ryan SP
Influenciador preso pela PF também teria recebido R$ 100 mil de origem não identificada, segundo investigação
16/04/2026 12h42 Atualizada há 3 horas
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O influenciador Raphael Sousa Oliveira, dono da página “Choquei”, recebeu R$ 270 mil do cantor MC Ryan SP por serviços de publicidade entre 2024 e 2025, segundo informou a defesa do empresário à Polícia Federal.

Raphael foi preso preventivamente em Goiânia, na quarta-feira (15), durante uma operação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e transações ilegais que podem ultrapassar R$ 1,6 bilhão. Ele é suspeito de produzir e divulgar conteúdos favoráveis a investigados no esquema.

Além do valor pago pelo artista, a Polícia Federal identificou uma transferência adicional de R$ 100 mil feita por uma pessoa que o influenciador afirma não conhecer.

Defesa diz que relação era apenas comercial

De acordo com o advogado Frederico Medeiros, os valores recebidos por Raphael são referentes exclusivamente à prestação de serviços de publicidade digital por meio da página “Choquei”.

Segundo a defesa, os pagamentos foram feitos de forma parcelada ao longo de dois anos e correspondem a contratos comuns no mercado de divulgação nas redes sociais.

“A relação entre Raphael e MC Ryan SP era exclusivamente profissional”, afirmou o advogado, destacando que não há envolvimento do influenciador com qualquer organização criminosa.

Sobre a transferência de R$ 100 mil, a defesa explicou que o pagamento teria sido feito por um terceiro, identificado apenas como “Ricardo”, possivelmente ligado a projetos do artista.

Publicações exaltavam artista nas redes

Dias antes da prisão, a página “Choquei” publicou conteúdos considerados elogiosos ao cantor, incluindo postagens destacando sua posição como o artista mais ouvido do país e apontando-o como um dos nomes mais ricos do funk.

Segundo a defesa, esse tipo de conteúdo faz parte da estratégia de marketing digital e é prática comum no setor.

A Polícia Federal investiga se essas publicações poderiam estar relacionadas a um esquema mais amplo de promoção vinculada a movimentações financeiras suspeitas.

Em nota, a defesa de Raphael Sousa Oliveira afirmou que ele não integra organização criminosa e que sua atuação sempre se limitou à venda de espaço publicitário.

Já a defesa de MC Ryan SP informou que ainda não teve acesso aos autos do processo, que corre sob sigilo, mas reforçou que todas as movimentações financeiras do artista têm origem comprovada e seguem a legislação.