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Goiás decreta emergência por Síndrome Respiratória Aguda Grave
Estado já registra mais de 2,5 mil casos em 2026; crianças pequenas e idosos são os mais afetados
16/04/2026 17h21 Atualizada há 3 horas
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução/ Secom Governo de Goiás

O Governo de Goiás decretou situação de emergência em saúde pública por causa do aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (15) e busca reforçar a capacidade de resposta do sistema de saúde diante do avanço da doença.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), Goiás já contabiliza 2.560 casos da síndrome em 2026.

De acordo com os dados mais recentes, entre os casos registrados no estado:

Os números mostram maior impacto em grupos vulneráveis. Entre os casos confirmados:

Já em relação aos óbitos, o estado registrou 115 mortes até agora. A maioria ocorreu entre idosos:

Vacinação ainda está abaixo da meta

A vacinação contra a gripe, uma das principais formas de prevenção, começou no dia 28 de março e segue disponível para grupos prioritários em todo o estado.

Até o momento, Goiás recebeu 436 mil doses enviadas pelo Ministério da Saúde. Desse total, 388.179 já foram aplicadas, o que representa uma cobertura vacinal de 16,19%.

A meta é alcançar pelo menos 90% de imunização entre os grupos prioritários, que incluem:

A vacina disponível no SUS é trivalente e protege contra os principais vírus em circulação: Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B.

A campanha segue até o dia 30 de maio, e a orientação é que a população procure os postos de vacinação com documento pessoal e, se possível, o cartão de vacina.

Os casos foram identificados em:

Segundo a SES, apesar de apresentar maior transmissibilidade, a variante não tem demonstrado aumento significativo na gravidade dos quadros. Todos os pacientes diagnosticados no estado tiveram sintomas leves e evoluíram para cura.

Com o decreto de emergência, o governo estadual pode adotar medidas mais rápidas, como:

A Secretaria de Saúde reforça que, além da vacinação, medidas simples como higienização das mãos, uso de máscara em caso de sintomas e evitar aglomerações são fundamentais para conter a disseminação da doença.