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Advogada é presa no próprio escritório por suposta difamação a delegado
Prisão por suposta difamação contra delegado levanta debate sobre prerrogativas da advocacia
17/04/2026 16h07
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

Uma advogada foi presa dentro do próprio escritório em Pirenópolis, interior de Goiás, na quarta-feira (15), sob acusação de difamação contra um delegado da Polícia Civil de Goiás. O caso foi filmado e repercutiu nas redes sociais, gerando questionamentos sobre a legalidade da abordagem.

A profissional, identificada como Áricka Cunha, foi posteriormente liberada e afirmou que já está adotando medidas legais diante do ocorrido.

Segundo Áricka Cunha, a prisão ocorreu após ela divulgar que uma denúncia de difamação feita por ela havia sido arquivada. Em manifestação nas redes sociais, a advogada criticou a forma como a ação foi conduzida.

“Se isso acontece comigo, advogada, dentro do meu espaço de trabalho, imagine com quem não tem voz. Eu não vou me calar”, declarou.

Segundo a instituição, medidas já estão sendo adotadas para garantir a apuração adequada dos fatos.

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional de Goiás reagiu ao caso e classificou a prisão como “arbitrária”. A entidade solicitou a abertura imediata de procedimentos contra o delegado Christian Zilmon Mata dos Santos, responsável pela ação.

De acordo com a OAB-GO, o delegado teria entrado no escritório da advogada para efetuar a prisão, que foi realizada de forma coercitiva, com uso de algemas.

Debate sobre prerrogativas da advocacia

O episódio reacendeu discussões sobre as garantias legais da profissão. O presidente do Sistema de Defesa das Prerrogativas (SDP), Alexandre Carlos Magno, afirmou que a medida pode ter violado direitos fundamentais da advocacia.

Além disso, a inviolabilidade do escritório de advocacia é garantida por lei, sendo considerada um instrumento essencial para assegurar o livre exercício da defesa.

O caso segue sob análise da Corregedoria da Polícia Civil e pode gerar consequências administrativas e jurídicas, dependendo das conclusões da investigação.

A defesa da advogada também deve adotar medidas judiciais para questionar a legalidade da prisão.