Geral Geral
Vereadores de Goiânia farão viagem à Europa com custo de quase R$ 400 mil
Terceiro roteiro internacional do ano pode custará caro aos cofres públicos; 11 dias pela Europa para participar de um evento
23/04/2026 17h53
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

Quatro vereadores de Goiânia planejam uma viagem internacional de 11 dias pela Europa, entre 25 de abril e 5 de maio, para participar de um evento voltado às áreas de saneamento e meio ambiente.

A comitiva será formada por:

O roteiro inclui passagens por Áustria, Eslovênia e Alemanha.

Custos podem chegar a R$ 400 mil

A viagem integra o III Benchmarking Internacional Águas & Saneamento – Áustria e Eslovênia 2026, organizado pela empresa Lavoro Solutions.

Segundo dados do portal da transparência, cada pacote custa R$ 74.330, totalizando R$ 297.320 para os quatro vereadores — valor já empenhado pela Câmara Municipal por meio de dispensa de licitação.

Além disso, há previsão de pagamento de diárias. Pela tabela vigente:

Somadas, as diárias podem chegar a R$ 102.743,96, elevando o custo total da viagem para cerca de R$ 400 mil.

Em nota, a Câmara afirmou que pode autorizar apenas parte das diárias (entre 40% e 60%), já que o pacote inclui hospedagem e alimentação, e que o valor final ainda não está definido.

A agenda prevê:

No dia 3 de maio, a comitiva segue para Munique, na Alemanha, onde participará da IFAT Munich 2026, considerada a maior feira mundial de tecnologias ambientais.

Segundo o vereador Luan Alves, o objetivo é trazer experiências internacionais para aplicação em políticas públicas locais.

“A ideia é observar o que dá certo e avaliar o que pode ser adaptado à realidade brasileira”, afirmou.

Terceira viagem internacional no ano

Caso confirmada, essa será a terceira viagem internacional de representantes da Câmara de Goiânia em 2026.

Entre os exemplos recentes:

Em 2025, uma viagem semelhante para a Suíça, também organizada pela Lavoro Solutions, chegou a ser cancelada após repercussão negativa.

 

A nova viagem ocorre em meio a debates sobre gastos públicos e a frequência de agendas internacionais de parlamentares municipais.

A Câmara defende que a participação em missões técnicas faz parte da atividade legislativa e contribui para a qualificação de políticas públicas, especialmente em áreas como saneamento e meio ambiente.