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Como estão as investigações sobre o ataque contra Trump em jantar
Suspeito armado tentou invadir evento com correspondentes; segurança evitou feridos graves
27/04/2026 16h33
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

Um homem armado tentou invadir um jantar com o presidente Donald Trump e jornalistas correspondentes da Casa Branca, em Washington, no sábado (25). Durante a ação, ele chegou a disparar contra um agente do Serviço Secreto, mas o tiro foi contido pelo colete à prova de balas, evitando vítimas.

O evento, considerado um dos mais tradicionais da política americana, reunia autoridades e profissionais da imprensa em um hotel da capital quando os disparos foram ouvidos, provocando a interrupção imediata da cerimônia.

Segundo autoridades, o suspeito, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, tentou furar o bloqueio de segurança e invadir o salão onde estava o presidente.

Após os tiros, agentes retiraram rapidamente Trump, a primeira-dama Melania Trump e o vice-presidente JD Vance. Outras autoridades também foram evacuadas, enquanto jornalistas permaneceram no local para procedimentos de segurança.

O suspeito portava uma espingarda, uma pistola e facas, e foi preso ainda no local. Ele estava hospedado no mesmo hotel onde acontecia o evento.

A Procuradoria do Distrito de Columbia informou que Allen deve responder inicialmente por:

Novas acusações podem ser incluídas conforme o avanço das investigações.

A polícia trabalha com a hipótese de que ele agiu sozinho, no modelo conhecido como “lobo solitário”. Antes do ataque, o suspeito teria deixado uma carta com críticas ao presidente, o que levanta a suspeita de motivação política.

Falhas de segurança e repercussão

Relatos de jornalistas presentes apontam que o esquema de segurança no evento pode ter sido menos rigoroso do que o esperado, mesmo com a presença da cúpula do governo. Em publicações, uma jornalista disse que acessou o local apenas com um ingresso.

O episódio reacendeu discussões sobre protocolos de proteção em eventos oficiais. Trump afirmou que “não estava preocupado” com o incidente e classificou o mundo atual como “louco”.

O caso relembra episódios anteriores de violência contra líderes americanos, como a tentativa de assassinato do ex-presidente Ronald Reagan, em 1981, também em Washington.

Criado em 1921, o jantar com correspondentes é um símbolo da relação entre o governo dos EUA e a imprensa — e, mais uma vez, evidenciou os desafios de segurança mesmo em eventos de alto controle institucional.