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Saída dos Emirados da Opep reacende alerta no mercado de petróleo
Decisão impacta equilíbrio global de oferta e pode influenciar preços de combustíveis no Brasil
28/04/2026 17h09
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

A decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Opep e a Opep+ a partir de 1º de maio reacendeu o debate sobre o papel desses blocos no controle do mercado global de petróleo — e os possíveis reflexos no bolso dos consumidores.

A Opep, (Opec, na sigla em inglês), foi criada em 1960 com o objetivo de coordenar a produção de petróleo entre países exportadores e influenciar os preços internacionais. Atualmente, o grupo responde por cerca de 30% da produção mundial.

Já a Opep+ surgiu em 2016, quando o bloco ampliou sua articulação com outros grandes produtores, como Rússia e México. Juntos, os países da Opep+ representam cerca de 40% da produção global, o que aumenta significativamente sua capacidade de influência no mercado.

O funcionamento é baseado em um princípio simples de mercado: oferta e demanda.

Essas decisões são tomadas em reuniões periódicas e costumam gerar impacto imediato nas cotações internacionais do barril.

A saída de um produtor relevante, como os Emirados Árabes Unidos, pode alterar esse equilíbrio e gerar incertezas sobre o controle da oferta global.

Impacto direto no bolso dos brasileiros

As decisões desses blocos afetam diretamente o preço do petróleo no mercado internacional — e isso tem reflexo no Brasil.

A Petrobras leva em consideração o valor do barril para definir os preços de combustíveis como:

No entanto, o preço final ao consumidor não depende apenas disso. Outros fatores também influenciam, como:

Por isso, ainda é cedo para medir o impacto direto da saída dos Emirados. O efeito dependerá da reação do mercado e de possíveis ajustes na produção por outros países do grupo.

A movimentação dos Emirados ocorre em um momento de instabilidade geopolítica e disputa por energia no cenário global. Mudanças como essa são acompanhadas de perto por investidores e governos, já que podem afetar desde o preço do combustível até a inflação em diferentes países.

Nos próximos meses, o mercado deve observar se a saída representa um movimento isolado ou o início de uma mudança mais ampla na dinâmica da produção global de petróleo.