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Veja a repercussão da derrota de Jorge Messias ao Supremo

ejeição de Jorge Messias pelo Senado expõe desgaste do governo; Fernando Haddad lamenta decisão e oposição comemora resultado.

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
30/04/2026 às 17h57
Veja a repercussão da derrota de Jorge Messias ao Supremo
Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se pronunciou publicamente sobre a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, aprovada pelo Senado na quarta-feira (29). Um dia após a votação, o Planalto manteve silêncio, e o tema não foi citado nem mesmo durante evento oficial realizado nesta quinta-feira (30).

A derrota é considerada histórica: é a primeira vez em mais de um século que um indicado ao Supremo é rejeitado pelo Senado. Messias recebeu 42 votos contrários e 34 favoráveis em votação secreta no plenário.

Após o resultado, uma imagem falsa de Messias chorando viralizou nas redes sociais. A foto original, feita pelo Metrópoles, mostrava o advogado-geral da União dentro de um carro, usando o celular ao lado da esposa. A versão manipulada por inteligência artificial alterou a cena e gerou desinformação.

Haddad critica decisão e aponta impacto político

Quem comentou o resultado foi o ex-ministro e atual titular da Fazenda, Fernando Haddad, que classificou a rejeição como um episódio de “gosto amargo”. Segundo ele, o advogado-geral da União teria condições de contribuir com o combate à corrupção dentro do STF.

Haddad afirmou que a decisão foi “incompreensível” e destacou a atuação de Messias em casos recentes envolvendo investigações relevantes, como no INSS e no setor financeiro. Para ele, a rejeição representa uma perda institucional.

Apesar disso, o ministro avaliou que o presidente Lula tende a sair politicamente fortalecido, citando episódios anteriores de embates com o Congresso. Ainda assim, ponderou que não há vencedores no episódio e que a decisão pode enfraquecer a Presidência da República.

Oposição celebra e projeta impacto no STF

Do outro lado, parlamentares da oposição comemoraram o resultado. O senador Flávio Bolsonaro afirmou que a rejeição evita o que chamou de “aparelhamento” do Supremo e disse que o presidente Lula perdeu completamente a governabilidade.

Já Sergio Moro defendeu a necessidade de uma Corte independente do Executivo.

A decisão também abre espaço para disputas políticas sobre futuras indicações ao STF. Há expectativa de que a vaga permaneça aberta até a próxima eleição presidencial, o que pode alterar o equilíbrio de forças dentro da Corte nos próximos anos.

Atualmente, o Supremo conta com ministros indicados por diferentes governos, e novas nomeações previstas até o fim da década podem influenciar diretamente a composição do tribunal.

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