Política Política
Deputado do Rio suspeito de fraudes na Educação segue preso
Ministro do Supremo Tribunal Federal decidiu que prisão preventiva do deputado do Avante não depende de análise da Assembleia Legislativa do Rio
06/05/2026 15h57
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quarta-feira (6) a manutenção da prisão preventiva do deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, e proibiu que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro vote uma possível revogação da medida.

O parlamentar foi preso na terça-feira (5), durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que investiga fraudes em contratos da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.

Na decisão, Moraes afirmou que a prisão deve continuar independentemente de autorização ou deliberação da Alerj. O entendimento ocorre após a Assembleia ter derrubado, em dezembro do ano passado, a prisão do então presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, também alvo da mesma investigação.

Segundo a Polícia Federal, as investigações indicam que Thiago Rangel teria oferecido cargos na área da educação a pessoas indicadas por um traficante conhecido como “Junior do Beco”, apontado pelas autoridades como integrante do crime organizado e com histórico de homicídios.

O mandado de prisão assinado por Moraes cita troca de mensagens entre o deputado e Fábio Pourbaix de Azevedo, apontado pela PF como braço direito do parlamentar.

Operação cumpriu prisões e buscas

A quarta fase da Operação Unha e Carne cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão na capital fluminense e em cidades do interior do estado.

As ordens foram autorizadas pelo STF devido ao foro privilegiado de investigados envolvidos no caso.

A operação apura suspeitas de fraudes em compras de materiais e contratação de serviços ligados à Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro, além de possíveis vínculos entre agentes públicos e integrantes do crime organizado.