A pastora Helena Raquel viralizou nas redes sociais após uma pregação em que faz alertas sobre violência doméstica, abuso sexual e pedofilia dentro de ambientes religiosos. O vídeo, publicado após participação dela no Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, em Camboriú, Santa Catarina, já ultrapassa 14 milhões de visualizações.
Durante o discurso, Helena criticou a omissão de líderes religiosos diante de casos de violência e afirmou que fé não pode ser usada para encobrir crimes.
“Pedófilo não é ungido. Pedófilo é criminoso. Não existe capacidade de se encontrar na mesma figura um pastor e um abusador”, declarou a pastora em um dos trechos mais compartilhados nas redes.
Outro momento que gerou forte repercussão foi quando ela falou diretamente para mulheres vítimas de agressão doméstica. “Pare de orar por ele hoje e comece a orar por você. Você precisa ter coragem para sair, denunciar e buscar um lugar seguro”, afirmou.
Com mais de 1,7 milhão de seguidores no Instagram e cerca de 600 mil inscritos no YouTube, Helena Raquel é uma das líderes evangélicas mais conhecidas nas redes sociais atualmente.
Ela atua há mais de 30 anos no ministério religioso e lidera a Assembleia de Deus Vida na Palavra, no Rio de Janeiro. A pastora também é escritora, professora e mentora de mulheres.
Casada com o pastor Eleomar Dionel e mãe de Maria Clara, Helena é idealizadora do projeto “Pastoras do Brasil”, voltado ao fortalecimento da liderança feminina dentro das igrejas evangélicas.
Entre os livros publicados por ela estão “Libertando a Alma”, “Eleitas” e a coleção “Crescendo com as Mulheres da Bíblia”.
A repercussão da fala reacendeu discussões sobre violência doméstica e abusos dentro de ambientes religiosos. Nas redes sociais, internautas elogiaram a postura da pastora por abordar temas considerados delicados em parte das igrejas evangélicas.
O discurso também abriu debates sobre o chamado “corporativismo religioso”, criticado por Helena durante a pregação. Segundo ela, líderes religiosos precisam assumir responsabilidade ética e não tratar denúncias de violência apenas como questões espirituais.
A fala da pastora foi compartilhada por influenciadores, religiosos e perfis de defesa das mulheres, ampliando ainda mais o alcance da mensagem.