A Justiça de Goiás iniciou nesta quarta-feira (6), em Caldas Novas, a fase que vai decidir se o síndico Cléber Rosa de Oliveira será levado a júri popular pela morte da corretora Daiane Alves Sousa.
A audiência de instrução e julgamento foi realizada pela 1ª Vara Criminal da comarca e durou mais de cinco horas. Durante a sessão, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa, incluindo familiares da vítima, uma amiga íntima de Daiane, o delegado responsável pelo caso e parentes do acusado.
Cléber responde pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Ele confessou o assassinato em janeiro deste ano e levou policiais até uma área de mata às margens da GO-213, onde o corpo da corretora foi encontrado após 40 dias de buscas.
A juíza Vaneska da Silva Baruki determinou que os depoimentos da mãe de Daiane e de uma amiga próxima fossem realizados sem a presença do acusado.
Segundo a magistrada, a medida foi necessária para evitar constrangimento e preservar a espontaneidade dos relatos, conforme previsão do Código de Processo Penal.
Após essa etapa, Cléber voltou à audiência, que seguiu por videoconferência com os demais depoimentos.
A sessão teve participação do delegado André Luiz Barbosa Santos, responsável pela investigação do caso, além da esposa e do filho do acusado, arrolados pela defesa.
Por causa da quantidade de testemunhas, a audiência foi remarcada para 9 de julho de 2026. Na próxima fase, devem ser ouvidas as testemunhas restantes da defesa e realizado o interrogatório do réu.
A Justiça também manteve a prisão preventiva de Cléber Rosa. Segundo a decisão, continuam presentes os elementos que justificam a custódia cautelar do acusado.
A magistrada ainda determinou que o Instituto Médico Legal complemente o exame cadavérico da vítima para esclarecer se os disparos de arma de fogo ocorreram antes ou depois da morte da corretora. O prazo para resposta é de 30 dias.
Segundo as investigações, Daiane teria sido atraída para uma emboscada após o corte proposital da energia do apartamento onde morava. A Polícia Civil aponta que o crime teria sido motivado por uma disputa comercial no setor imobiliário de Caldas Novas.
Agora, a Justiça vai analisar se as provas reunidas no processo são suficientes para encaminhar Cléber Rosa ao Tribunal do Júri, onde ele poderá ser julgado por sete jurados.