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Greve na Educação de Goiânia começa na próxima terça
Professores e servidores da rede municipal cobram piso, plano de carreira e progressões atrasadas
08/05/2026 17h51
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução/ O Popular

Professores e servidores administrativos da rede municipal de ensino de Goiânia aprovaram greve e devem paralisar as atividades a partir da próxima terça-feira (12). A decisão foi tomada em assembleia organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás.

Segundo o sindicato, a categoria cobra o cumprimento de 15 pautas que estariam em negociação há um ano e cinco meses sem acordo definitivo com a prefeitura.

Entre as principais reivindicações estão o pagamento do piso nacional dos professores, definição da data-base salarial, regularização de progressões na carreira e criação de um novo plano de carreira para os servidores administrativos.

De acordo com a presidente em exercício do Sintego, Ludmylla Morais, a greve foi aprovada após a categoria considerar insuficientes as propostas apresentadas pelo município até agora.

Prefeitura considera greve “imprópria”

A Prefeitura de Goiânia afirmou que reconhece a legitimidade das reivindicações, mas classificou a paralisação como “imprópria”.

Segundo a administração municipal, alguns dos principais pontos cobrados pela categoria já estariam em fase de elaboração para envio de projetos de lei à Câmara Municipal.

O secretário-executivo da Secretaria Municipal de Educação, Jaime Ricardo Ferreira, afirmou que o município trabalha em propostas relacionadas ao piso nacional dos professores, à data-base e ao plano de carreira dos servidores administrativos.

Ele destacou, no entanto, que mudanças estruturais dependem de estudos de impacto financeiro e viabilidade orçamentária.

A prefeitura também informou ter investido cerca de R$ 1,7 bilhão na folha de pagamento da educação e citou ações como redução da fila por vagas na educação infantil e melhorias em escolas e creches da capital.

Município avalia medidas para manter aulas

Segundo Jaime Ricardo Ferreira, a paralisação pode afetar diretamente a rotina das famílias e prejudicar o funcionamento da rede municipal de ensino.

A gestão municipal afirma que ainda não foi oficialmente comunicada sobre a greve, mas informou que mantém diálogo aberto com o sindicato.

A prefeitura também declarou que avalia medidas para garantir a continuidade das aulas durante a paralisação e não descarta recorrer à Justiça.

Ainda não há estimativa oficial sobre quantas escolas e unidades da rede municipal devem aderir ao movimento.