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Major Araújo pede autorização para entrar armado na Alego após novos conflitos com Amauri Ribeiro
Conselho de Ética avalia punições aos deputados após sequência de bate-bocas e ameaças dentro do plenário
13/05/2026 17h06
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O deputado estadual Major Araújo voltou a protagonizar um clima de tensão na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás ao pedir autorização para entrar armado no plenário da Casa. A declaração foi feita durante a sessão ordinária desta quarta-feira (12), poucos dias após um bate-boca com o deputado Amauri Ribeiro terminar em ameaças e no encerramento antecipado da sessão legislativa.

Durante o discurso, Major Araújo afirmou que tem sido alvo de ameaças e provocações dentro da Assembleia e justificou o pedido alegando necessidade de legítima defesa.

“Eu não vou disputar nada nos tapas. Se alguém me triscar a mão, eu tenho que exercer o meu direito de legítima defesa”, declarou o parlamentar.

O deputado afirmou ainda que teme pela própria segurança e criticou a falta de proteção institucional dentro da Alego.

“Acho que a Assembleia não está garantindo essa harmonia necessária aqui, e eu temo. Eu não vou para os tapas com vagabundo nenhum”, disse.

Major Araújo argumentou que o direito seria respaldado pela Constituição e pelo artigo 25 do Código Penal, que trata da legítima defesa. Ele também reclamou que alguns parlamentares possuem proteção policial, enquanto ele não teria o mesmo suporte.

“Tem gente aqui que desafia todo mundo para os tapas mas goza de proteção policial. E eu não tenho essa mesma proteção”, afirmou.

O parlamentar chegou a sugerir que cada deputado tivesse “um policial para chamar de seu”.

Conflito com Amauri Ribeiro aumentou tensão na Casa

A tensão entre Major Araújo e Amauri Ribeiro ganhou força na última quinta-feira (7), durante sessão plenária da Assembleia.

Na ocasião, Major utilizou a tribuna para criticar Amauri Ribeiro e classificou a atuação do colega como “direita trans”, comparando-o à ex-deputada federal Joice Hasselmann.

Amauri reagiu imediatamente e ameaçou o colega durante a discussão.

“Não deixa eu pôr a mão em você, não”, disparou.

Major respondeu dizendo que, caso fosse tocado pelo parlamentar, ele “amanheceria morto”.

A confusão provocou tumulto no plenário, exigiu intervenção da Polícia Legislativa e levou ao encerramento antecipado da sessão.

Conselho de Ética avalia punições

Após a sequência de confrontos, a Comissão de Ética da Alego passou a discutir possíveis punições aos dois parlamentares.

Segundo informações divulgadas pelo Jornal Opção, a Mesa Diretora e a comissão avaliam medidas disciplinares diante da escalada das tensões dentro da Casa.

Entre as punições analisadas está a suspensão temporária do uso da tribuna pelos deputados envolvidos.

O presidente da Comissão de Ética, Charles Bento, informou que irá se reunir com o presidente da Assembleia, Bruno Peixoto, para discutir quais medidas podem ser adotadas com base no regimento interno.

Segundo ele, a Procuradoria-Geral da Assembleia também será consultada para avaliar quais sanções podem ser aplicadas.

A crise voltou a se agravar nesta quarta-feira depois que Amauri Ribeiro utilizou a tribuna para exibir vídeos do confronto ocorrido na semana passada. A apresentação das imagens provocou novo tumulto e levou Bruno Peixoto a encerrar novamente a sessão plenária antes do previsto.