Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontou que Goiânia registrou a maior inflação do país no mês de abril entre as capitais e regiões metropolitanas analisadas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Segundo os dados divulgados pelo instituto, os preços subiram 1,12% na capital goiana no período, acima da média nacional, que ficou em 0,67%.
O levantamento considera o custo de vida de famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos e mede a variação de preços de produtos e serviços consumidos no dia a dia.
De acordo com o IBGE, os principais responsáveis pela alta da inflação em Goiânia foram os aumentos nos combustíveis, alimentos e serviços ligados à saúde.
Os grupos que mais pressionaram o índice foram:
Entre as regiões pesquisadas pelo instituto, Goiânia ficou na liderança do ranking inflacionário, seguida por São Luís, no Maranhão, com 1,09%, e Belém, no Pará, com 1,08%.
No Centro-Oeste, outras localidades acompanhadas pelo IBGE tiveram índices menores. Em Brasília, a inflação foi de 0,16%, enquanto em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, o índice ficou em 1,02%.
No acumulado dos últimos 12 meses até abril, Goiânia também apresentou inflação acima da média do país.
Enquanto o índice nacional acumulado foi de 4,39%, na capital goiana o percentual chegou a 5,01%.
Segundo o IBGE, os setores que mais pesaram nesse período foram habitação e vestuário.
Os gastos com habitação acumularam alta de 11,51% em 12 meses, enquanto os preços de vestuário avançaram 8,46%.
O levantamento também mostrou avanço da inflação entre famílias de menor renda em Goiânia.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos, ficou em 1,14% na capital goiana em abril.
O resultado também ficou acima da média nacional do indicador, que foi de 0,81%.
Segundo o IBGE, os itens que mais impactaram as famílias de menor renda foram alimentos in natura e energia, produtos que tiveram aumento acima da média geral da inflação.