Os preços internacionais do petróleo voltaram a subir fortemente nesta sexta-feira (15), mesmo após o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping, realizado em Pequim.
O mercado continua pressionado pelas tensões no Oriente Médio, especialmente pelos riscos envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de transporte de petróleo do mundo.
O último pico havia ocorrido em 5 de abril, quando a commodity atingiu US$ 114,44.
Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, subia 3,44%, sendo negociado a US$ 104,65.
Mais tarde, por volta das 11h23, o Brent seguia em alta de 2,58%, cotado a US$ 108,45.
Apesar do tom mais conciliador adotado por Trump e Xi durante a visita oficial à China, investidores seguem cautelosos com a possibilidade de novas interrupções no fornecimento global de energia.
No comunicado divulgado após o encontro, o governo chinês defendeu uma trégua duradoura no Oriente Médio e pediu a reabertura imediata das rotas marítimas na região.
Pequim afirmou que o conflito pressiona o crescimento econômico global, prejudica cadeias de suprimentos e ameaça o abastecimento energético mundial.
Durante as conversas, Trump declarou que ele e Xi concordam sobre a necessidade de manter o Estreito de Ormuz aberto.
Mesmo assim, o mercado ainda avalia que não houve avanços concretos suficientes para reduzir os riscos geopolíticos na região.
Em entrevista à Fox News, Trump voltou a cobrar que o Irã aceite um acordo com os Estados Unidos enquanto o cessar-fogo permanece em vigor.
O presidente norte-americano afirmou que não terá “muita paciência” com o governo iraniano e voltou a defender limitações ao programa nuclear do país.
Trump também declarou que deseja controlar o destino do urânio enriquecido iraniano, tema central das tensões recentes envolvendo Israel, Estados Unidos e Teerã.
Apesar de avanços diplomáticos envolvendo Israel e Líbano, os confrontos na região continuam.
Nesta sexta-feira (15), Israel pediu a evacuação de cinco vilarejos no sul do Líbano e voltou a bombardear posições do grupo Hezbollah.
O governo israelense acusa o Hezbollah de violar os termos do cessar-fogo.
Autoridades norte-americanas classificaram as primeiras negociações entre Israel e Líbano como “positivas”, mas admitiram que a situação segue instável.
A escalada das tensões no Oriente Médio mantém investidores em alerta por causa do impacto direto sobre o mercado de energia, inflação global e crescimento econômico.
O Estreito de Ormuz é responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo consumido no planeta, e qualquer bloqueio ou ataque na região pode provocar novos aumentos nos preços internacionais dos combustíveis.