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Petróleo dispara e atinge maior nível em dez dias após reunião entre Trump e Xi
Mercado segue preocupado com guerra no Oriente Médio e riscos no Estreito de Ormuz, principal rota global de petróleo
15/05/2026 14h58
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

Os preços internacionais do petróleo voltaram a subir fortemente nesta sexta-feira (15), mesmo após o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping, realizado em Pequim.

O mercado continua pressionado pelas tensões no Oriente Médio, especialmente pelos riscos envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de transporte de petróleo do mundo.

O último pico havia ocorrido em 5 de abril, quando a commodity atingiu US$ 114,44.

Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, subia 3,44%, sendo negociado a US$ 104,65.

Mais tarde, por volta das 11h23, o Brent seguia em alta de 2,58%, cotado a US$ 108,45.

Mercado continua atento ao Oriente Médio

Apesar do tom mais conciliador adotado por Trump e Xi durante a visita oficial à China, investidores seguem cautelosos com a possibilidade de novas interrupções no fornecimento global de energia.

No comunicado divulgado após o encontro, o governo chinês defendeu uma trégua duradoura no Oriente Médio e pediu a reabertura imediata das rotas marítimas na região.

Pequim afirmou que o conflito pressiona o crescimento econômico global, prejudica cadeias de suprimentos e ameaça o abastecimento energético mundial.

Durante as conversas, Trump declarou que ele e Xi concordam sobre a necessidade de manter o Estreito de Ormuz aberto.

Mesmo assim, o mercado ainda avalia que não houve avanços concretos suficientes para reduzir os riscos geopolíticos na região.

Em entrevista à Fox News, Trump voltou a cobrar que o Irã aceite um acordo com os Estados Unidos enquanto o cessar-fogo permanece em vigor.

O presidente norte-americano afirmou que não terá “muita paciência” com o governo iraniano e voltou a defender limitações ao programa nuclear do país.

Trump também declarou que deseja controlar o destino do urânio enriquecido iraniano, tema central das tensões recentes envolvendo Israel, Estados Unidos e Teerã.

Israel e Hezbollah seguem em confronto

Apesar de avanços diplomáticos envolvendo Israel e Líbano, os confrontos na região continuam.

Nesta sexta-feira (15), Israel pediu a evacuação de cinco vilarejos no sul do Líbano e voltou a bombardear posições do grupo Hezbollah.

O governo israelense acusa o Hezbollah de violar os termos do cessar-fogo.

Autoridades norte-americanas classificaram as primeiras negociações entre Israel e Líbano como “positivas”, mas admitiram que a situação segue instável.

Crise aumenta preocupação global

A escalada das tensões no Oriente Médio mantém investidores em alerta por causa do impacto direto sobre o mercado de energia, inflação global e crescimento econômico.

O Estreito de Ormuz é responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo consumido no planeta, e qualquer bloqueio ou ataque na região pode provocar novos aumentos nos preços internacionais dos combustíveis.