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Ebola chega a 131 mortes e preocupa OMS na África
OMS demonstra preocupação com avanço rápido do surto no leste do país
19/05/2026 13h45
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O número de mortes relacionadas ao surto de Ebola na República Democrática do Congo subiu para 131, segundo autoridades de saúde do país. O governo também contabiliza 516 casos suspeitos e 33 confirmações da doença.

Somente nas últimas 24 horas, 26 mortes suspeitas foram registradas no leste do país, região que enfrenta violência armada e dificuldades de acesso à saúde.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou estar “profundamente preocupado” com a velocidade da disseminação do vírus.

No sábado (16), a OMS declarou o surto da cepa Bundibugyo do Ebola como emergência de saúde pública de interesse internacional.

Essa é considerada uma variante rara do vírus e, atualmente, não existem vacinas ou tratamentos específicos aprovados para ela.

A cidade de Butembo registrou seus dois primeiros casos confirmados nesta segunda-feira (18), aumentando o temor de expansão urbana do surto.

Autoridades afirmam que a capacidade limitada de diagnóstico dificultou a resposta inicial. Segundo a OMS, apenas seis testes por hora conseguem identificar a cepa Bundibugyo atualmente.

Além do Congo, Uganda confirmou dois casos da doença. Autoridades ugandesas passaram a restringir parcialmente a circulação em regiões de fronteira.

Já em áreas próximas a Ruanda, congoleses relataram dificuldades para atravessar postos de controle.

Mesmo assim, a OMS recomendou que os países não fechem completamente as fronteiras para evitar travessias clandestinas sem monitoramento sanitário.

Americanos expostos ao vírus foram levados para a Alemanha

O CDC confirmou que um cidadão americano testou positivo para Ebola.

O médico Peter Stafford e outros seis americanos expostos ao vírus foram transferidos para a Alemanha para tratamento e monitoramento.

Os Estados Unidos também suspenderam temporariamente a entrada de viajantes que estiveram recentemente na República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul.

Especialistas tentam acelerar vacinas e tratamentos

Pesquisadores trabalham no desenvolvimento de terapias experimentais e possíveis vacinas contra a cepa Bundibugyo.

A OMS informou que uma das candidatas analisadas é a vacina Ervebo, da Merck & Co., mas ela só poderia estar disponível em cerca de dois meses.

Especialistas também apontam que cortes recentes em investimentos internacionais na saúde global dificultaram a preparação para novos surtos epidêmicos.